“Lula sabe que perdeu um advogado, mas não ganhou um ministro”, diz líder do governo

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Jaques Wagner. Foto: Daniel Ferreira

Por Mateus Salomão, Sandy Mendes e Rebeca Borges

Após a aprovação do advogado Cristiano Zanin na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabe que “perdeu um advogado, mas não ganhou um ministro”.

O senador declarou que a aprovação do nome é “fruto da qualidade do indicado”, e que a comissão teria referendado as qualidades de Zanin como advogado “extremamente equilibrado, extremamente discreto, extremamente parcimonioso” e confirmado o cumprimento dos requisitos constitucionais.

“Eu tenho certeza que nas conversas privadas dele [o presidente Lula] com o doutor Zanin, o que ele pediu é só que faça cada vez mais para melhorar a atuação do Supremo Tribunal Federal”, disse Wagner.

Além disso, o líder do governo elogiou a postura dos colegas, tanto governistas quanto de oposição, durante a sabatina, realizada na tarde da quarta-feira (21/6). “Eu acho que a Casa tem um belo exemplo de como é que a gente conviver entre as diferenças”, afirmou.

Proximidade com Lula questionada

Advogado de Lula durante a operação Lava Jato, Zanin se colocou como “isento” e afirmou que seguirá “exclusivamente” a Constituição.

“Em relação à minha indicação, já disse na minha exposição inicial, que fiquei muito honrado com a indicação do presidente Lula. Ao longo dos últimos anos tive a oportunidade de conviver com o presidente Lula, de compreender a sua visão sobre os papeis institucionais da república, inclusive sua visão sobre o papel do magistrado. Estabeleci com ele uma relação, e ele pôde ver o meu trabalho jurídico ao longo dos últimos anos. Participei intensamente da sua defesa técnica, fui até o fim e tive reconhecida a anulação dos seus processos e a absolvição em outros”, disse.

 

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