Magnata indiano organiza casamento comunitário e presenteia noivos com joias, quase R$ 7 mil e mantimentos ‘para um ano’
Casais participam de uma cerimônia de casamento comunitário antes do casamento do filho do magnata bilionário e presidente da Reliance Industries, Mukesh Ambani — Foto: PUNIT PARANJPE, PUNIT PARANJPE/AFP
O homem mais rico da Ásia, o indiano Mukesh Ambani, de 67 anos, deu início às celebrações do casamento do seu filho, na terça-feira (2). Mas, para além das festas exuberantes que ocorreram no pré-casamento de seu filho Anant, o magnata organizou ainda um casamento comunitário para 52 casais desfavorecidos — com direito a presentes — na cidade de Navi Mumbai.
O magnata é presidente da Reliance Industries, a maior empresa indiana com capitalização bolsista, e juntou-se à sua família para a cerimônia com cerca de 800 convidados nas instalações da empresa. Cada casal recebeu joias de casamento em ouro e prata, US$ 1,2 mil (cerca de R$ 6,8 mil) em dinheiro e mantimentos “suficientes para um ano”, declarou a empresa, o que mostra o “empenhamento da família Ambani no bem-estar social e no apoio à comunidade”.

O texto acrescentou ainda que “a família está empenhada em continuar apoiando centenas de outros casamentos deste gênero em todo o país”.
— O dia de hoje marca o início das festividades do casamento dos nossos filhos Anant e Radhika — disse Nita Ambani, a mulher do bilionário, aos jornalistas no local do casamento. — Como mãe, enche-me de felicidade testemunhar os casamentos aqui hoje… Rezo a Deus pela sua felicidade e bem-estar ao longo das suas vidas.

O filho mais novo de Ambani, Anant, e a sua noiva Radhika Merchant, ambos de 29 anos, casarão em uma cerimônia hindu de três dias em Mumbai, a capital financeira da Índia, a partir de 12 de julho. Mas as celebrações da união começaram ainda em fevereiro, com a organização de dois eventos pré-casamento extremamente luxuosos.
A primeira foi uma noite de gala que durou três dias para mais de 1.500 convidados no estado de Gujarate. Na festa, a cantora Rihanna fez o seu primeiro show desde o Superbowl do ano passado para convidados que incluíam o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, e a filha do ex-presidente dos EUA Donald Trump, Ivanka.

A segunda foi realizada em junho e ocorreu em um cruzeiro de quatro dias pelo Mediterrâneo, onde a cantora Katy Perry se apresentou em um baile de máscaras em um castelo francês em Cannes. O grupo Backstreet Boys, o rapper americano Pitbull e o tenor italiano Andrea Bocelli também animaram o evento.
Outras festas extravagantes
O bilionário já demonstrou não ser avesso à organização de casamentos extravagantes e caros — mas ao contrário. Ambani já realizou o casamento mais caro na Índia para a sua filha em 2018, que ele alega ter custado US$ 100 milhões (cerca de R$ 569 milhões) e que contou com participação da cantora americana Beyonce.
A Índia, o país mais populoso do mundo, é uma das economias em crescimento mais rápido do planeta, mas, apesar dos enormes avanços, enfrenta uma crise de emprego à altura. No ano passado, a Índia foi classificada em 111º lugar entre 125 países no relatório do Índice Global da Fome, uma medida revista pelos pares e calculada por agências europeias de ajuda humanitária.
Além disso, muitos casais enfrentam uma intensa pressão social para organizarem um casamento caro, o que por vezes acaba levando à acumulação de dívidas.
Quem é Mukesh Ambani?
Além de presidente da Reliance Industries, Ambani é a décima pessoa mais rica do mundo, de acordo com a lista de bilionários da Forbes, com um patrimônio superior a US$ 116 bilhões.
Herdou do pai uma próspera empresa industrial que abrange petróleo, gás e produtos petroquímicos e transformou-a em uma gigante empresarial com interesses lucrativos no varejo, nas telecomunicações e em uma equipe de críquete da Primeira Liga Indiana.
As parcerias da Reliance com marcas de moda de renome, como a Burberry, Armani e Jimmy Choo, ajudaram o conglomerado a satisfazer a crescente procura da classe média indiana por produtos de luxo.
A casa da família Ambani, Antilia, um arranha-céus de 27 andares, cuja construção terá custado bilhões de dólares e que conta com uma equipe permanente de 600 empregados, é um dos pontos de referência mais importantes de Bombaim. Após a sua conclusão, em 2010, foi criticado pela escritora Arundhati Roy e outros por ilustrar claramente o grande fosso entre a elite empresarial indiana e as multidões pobres.