Marido é preso em Pernambuco sob suspeita de envolvimento na morte de policial penal no Sertão paraibano
Policial penal é encontrada morta dentro de casa em Patos
A Polícia Civil da Paraíba confirmou, na manhã de domingo (9), a prisão do marido da policial penal Edivânia Vieira da Silva, de 44 anos, encontrada morta dentro de casa no bairro Jardim Magnólia, em Patos, no sábado (8). O investigado, Leo Pereira Lima, de 38 anos, foi detido no município de Caetés, estado de Pernambuco, durante uma operação articulada entre forças de segurança da Paraíba e de Pernambuco.

Segundo o delegado Diego Passos, da Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE), a captura foi resultado de uma ação de inteligência envolvendo a Polícia Civil da Paraíba, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Militar de Pernambuco e as Polícias Penais dos dois estados.
“Procedemos ao cumprimento do mandado de prisão temporária em relação ao investigado pela morte da policial Edvânia. O indivíduo, de 38 anos, mantinha relação conjugal com a mesma e foi preso na cidade de Caetés, por volta das dez e meia da noite de ontem”, informou o delegado.
O delegado Claudinor Lúcio, também da DHE, detalhou que a equipe esteve no local do crime ainda no sábado, realizando os primeiros levantamentos.
“Após a ocorrência do fato, a Delegacia de Homicídios foi acionada. Fizemos o primeiro levantamento de informações e, após aprofundarmos as apurações, representamos pela prisão temporária. O investigado foi preso e viemos até Garanhuns, agora por volta de três horas da manhã, para fazer o translado do suspeito até Patos, onde será interrogado e encaminhado às autoridades competentes”, afirmou.
Justiça mantém prisão de suspeito e determina transferência para penitenciária em JP após audiência de custódia
A Justiça da Paraíba homologou, na manhã de domingo (9), a prisão temporária de Leo Pereira Lima, de 37 anos, suspeito de envolvimento na morte da companheira e policial penal Edivânia Vieira da Silva, de 44 anos, encontrada morta dentro de casa no bairro Jardim Magnólia, em Patos, no sábado (8).
A audiência de custódia foi realizada no final da manhã, por volta das 11h, na sala de audiências da 1ª Vara Mista de Patos, no Fórum Miguel Sátyro, sob condução da juíza plantonista Dra. Isabella Joseanne Assunção Lopes Andrade de Souza. O Ministério Público foi representado pelo promotor Ernani Lucas Nunes Menezes, e o custodiado esteve acompanhado de advogados.
Durante o procedimento, foram observados todos os protocolos da Resolução do CNJ — que regulamenta a apresentação de presos à autoridade judicial — incluindo entrevista reservada com a defesa e verificação de eventuais sinais de maus-tratos.
A magistrada constatou que o mandado de prisão temporária, expedido nos autos, estava válido e regularmente cumprido pela Delegacia de Homicídios e Entorpecentes (DHE) de Patos. Após análise, a juíza homologou o cumprimento da ordem judicial.
A defesa solicitou que o custodiado fosse encaminhado para uma Penitenciária de Segurança Máxima, em João Pessoa — pedido acolhido na decisão. No entanto, a juíza destacou que o encaminhamento do preso pode ser feito também a qualquer outra unidade prisional indicada pela Administração Penitenciária.
Sobre o crime
Edivânia foi encontrada morta ao lado da cama, ainda fardada, após dois dias sem contato com familiares e colegas. A perícia registrou indícios de violência, incluindo marcas de esganadura no pescoço e hematomas, mas sem perfurações aparentes. Pichações com referência a uma facção criminosa também foram encontradas na parede, o que, segundo a polícia, foi uma tentativa de desviar o foco das investigações.
Edivânia atuava no Presídio Feminino de Patos desde 2012.
Na nota oficial, a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária da Paraíba (Seap-PB) destacou os 13 anos de atuação de Edivânia no sistema penitenciário estadual, onde era reconhecida pela competência, seriedade e postura ética:
“Edvânia Vieira da Silva dedicava sua vida ao Sistema Penitenciário da Paraíba desde 2012. Lotada na Penitenciária Feminina de Patos, era respeitada pela competência técnica, proatividade e conduta ética inabalável”, diz a nota.
A Associação dos Policiais Penais da Paraíba (Ageppen-PB) igualmente lamentou a morte da servidora, enfatizando seu compromisso com o serviço público e seu legado profissional:
“Edvânia dedicou 13 anos de sua vida ao serviço público, atuando com zelo, compromisso e profissionalismo no Presídio Feminino de Patos”, afirmou a instituição.
por Patos Online