Mentiu? “Diploma de universidade não adianta porque não tem emprego”, diz Ministro da Educação

“Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do FIES que é um

Em evento realizado na cidade de Nova Odessa (SP), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, disse que não adianta a busca por um diploma universitário —inclusive através de programas de financiamento— ,se os alunos terminam os cursos e ficam endividados “porque não tem emprego”.

“Que adianta você ter um diploma na parede, o menino faz inclusive o financiamento do FIES que é um instrumento útil, mas depois ele sai, termina o curso, mas fica endividado e não consegue pagar porque não tem emprego”, disse o ministro.

Do lado de fora do evento, um grupo de manifestantes da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) se reuniu para protestar contra o ministro da Educação. Em um dos cartazes, havia a seguinte mensagem: “Ministro, porque você odeia os estudantes?”

Os manifestantes pediam, entre outras coisas, mais oportunidades no ensino superior. Eles, no entanto, foram reprimidos pela Polícia Militar.

Vídeos com ação dos policiais foram publicados pelos próprios estudantes, nas redes sociais.

“Acabamos de ser agredidos num evento do MEC com a presença do Ministro @mribeiro.mec em Nova Odessa/SP. É assim que os estudantes são tratados pelo MEC de Milton Ribeiro e de Bolsonaro.

Nas últimas semanas, o ministro da Educação tem se envolvido em algumas polêmicas com falas tidas como “desastrosas” por seus críticos. Em uma delas, por exemplo, Ribeiro afirmou que a universidade deveria ser um espaço de acesso “para poucos” e que os institutos federais de ensino técnico sejam os verdadeiros protagonistas no futuro.

Para sustentar a sua visão sobre o futuro da educação no país, Ribeiro afirmou que hoje o Brasil tem uma série de engenheiros e advogados “dirigindo Uber” por falta de colocação no mercado de trabalho. As declarações foram feitas ontem, em entrevista à TV Brasil. “Se fosse um técnico de informática, conseguiria emprego, porque tem uma demanda muito grande”, disse (com toda razão) o ministro durante o programa Sem Censura.

O ministro também se queixou sobre os posicionamentos políticos de reitores das universidades federais contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e contra a pasta.

Poliana Skaf

 

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