Michelle rebate críticas de bolsonaristas e diz que política para surdos está ‘acima de qualquer ideologia’

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro - Evaristo Sá - 27.nov.25/AFP

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro rebateu no sábado (4) as críticas que vem sofrendo dentro da direita por ter elogiado a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada nesta semana pelo MEC (Ministério da Educação) do governo Lula (PT).

Após ter dito nas redes sociais que o programa era um “sonho realizado”, Michelle fez uma nova publicação afirmando que a pauta foi elaborada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas está “acima de qualquer ideologia ou partido”.

Michelle escreveu que Bolsonaro, quando era presidente da República, “deu uma demonstração clara de que o bem das pessoas deve prevalecer sobre as diferenças” ao sancionar um projeto de lei de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE) que reconhecia a visão monocular como deficiência.

“Jair não olhou quem apresentou o projeto. Avaliou o bem que iria fazer às pessoas e sancionou com alegria a lei”, disse a ex-primeira-dama, afirmando que a defesa de pessoas com deficiência é “a pauta do seu coração”.

De acordo com ela, a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos teve origem ainda no governo Bolsonaro, mas não pode ser lançada antes do término do mandato devido a ação judicial que atrasou a tramitação.

“Porém, o mais importante não é quem apresentou a política, mas sim quem se beneficiará dela – a comunidade surda! Eles estão de parabéns”, concluiu Michelle, destacando que o programa foi “fruto do nosso carinho e cuidado”.

No post anterior, Michelle dito que o governo Bolsonaro “lançou as sementes dessa conquista tão desejada” e que, “sem semear, não haveria o que colher”. Ainda que tenha feito referência ao governo do marido, bolsonaristas a criticaram por ter elogiado uma política pública lançada pela atual gestão do MEC.

As críticas vêm em meio ao embate público entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência da República. Como mostrou a Folha, aliados de ambos afirmam não ver sinal de reconciliação e já admitem que a ex-primeira-dama deve ficar distante da campanha do enteado.

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