Militares carbonizados no RJ: O que se sabe sobre o caso

Militares foram torturados e carbonizados. Foto: Reprodução/RecordTV Rio

Por Monique Mello

Nova informações sobre o caso dos dois militares encontrados carbonizados dentro de um carro na Região dos Lagos no Rio de Janeiro no último fim de semana foram levantadas pela Polícia Civil na terça-feira (6).

De acordo com as investigações, há a hipótese de a dupla ter se dirigido, embriagada, a uma casa de prostituição no Bairro Vinhateiro, em São Pedro da Aldeia, no sábado (3). Eles teriam errado o caminho e entrado em uma comunidade, onde teriam sido torturados por um grupo de traficantes. Os militares haviam assistido ao jogo do Brasil contra Camarões, pela Copa do Mundo, na sexta (2).

Agentes pretendem refazer o trajeto feito pelos militares, haja vista que o veículo tem GPS, a fim de descobrir onde eles estiveram antes de serem assassinatos, bem como desvendar os eventos que se sucederam. Testemunhas estão sendo ouvidas desde a segunda-feira (5).

A hipótese de latrocínio — roubo seguido de morte — também não foi descartada.

Em nota, a Seção de Comunicação Social do Comando Militar do Leste (CML) informa que “o caso encontra-se a cargo dos órgãos de segurança pública, não cabendo ao CML comentar investigações em andamento. Neste momento de consternação, o Comando está prestando todo o apoio e solidariza-se com os familiares e amigos”.

Os militares que foram torturados e queimados vivos eram Júlio César Mikaloske e Sidnei Lins dos Santos. Um dos corpos foi encontrado no porta-malas, e o outro estava no banco de trás do carro.

Os dois eram amigos e vizinhos. Eles moravam em Santa Rita, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Júlio Cesar deixou dois filhos menores, de 3 e 10 anos.

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