Ministério Público pede à Interpol informações de pai suspeito de matar filho de 3 anos no RS
O Ministério Público do Rio Grande do Sul pediu à Interpol (Polícia Internacional) informações sobre o pai preso sob suspeita de matar o filho de três anos. Ele é estrangeiro e admitiu ter agredido a criança, segundo a polícia.

A Promotoria também solicitou informações de outros estados brasileiros para saber se há mais registros de agressões cometidas pelo pai contra os filhos. Até o momento, há ocorrências em dois estados onde a família morou.
“Existem informações de que não foram só por dois estados que essa família passou, ela vem migrando à medida que existe um cerco às questões que vinham acontecendo [agressões], começam a aparecer esses abusos”, disse a procuradora Alessandra Moura Bastian da Cunha, subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos Institucionais do MP-RS, em entrevista à imprensa na quinta-feira (9).
O menino foi agredido na manhã de 5 de julho, na casa da família. Ele foi levado ao hospital pelo próprio pai e transferido para outra cidade pela gravidade dos ferimentos. A equipe hospitalar acionou a Brigada Militar e o homem foi preso em flagrante.
Segundo a Polícia Civil, o pai confessou em depoimento ter agredido o filho com socos no tórax e no abdômen e batido a cabeça dele no chão. O motivo, ele disse, seria porque a criança não teria dado um “bom dia” da forma que esperava.
A procuradora ainda falou que há indícios de uso de um objeto contundente nas agressões. A criança morreu três dias após a internação.
Procurada por e-mail na sexta-feira (10), a Defensoria Pública, que representou o suspeito na audiência de custódia realizada no dia 6, informou que continuará atuando no processo caso ele não constitua advogado particular.
A mãe foi presa preventivamente na quinta-feira. De acordo com a Polícia Civil, a investigação apontou que ela teria sido conivente com as agressões e também é suspeita de praticar atos de violência contra os filhos.
Em nota, a defesa afirmou que a mulher também é vítima e vivia em uma situação de “grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica, física, emocional e espiritualmente, circunstâncias estas que merecem apuração cuidadosa e técnica, sem qualquer julgamento antecipado”.
O casal tem outros filhos menores de 18 anos, que foram encaminhados para um abrigo e estão sendo acompanhados pelo Conselho Tutelar.



