Mourão se encontrará com presidente do Peru, no próximo domingo (18/9)

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Hamilton Mourão. Foto: Rafaela Felicciano

Por Mariana Costa

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) viajará, no próximo sábado (17/9), para o Peru. A viagem ao país vizinho acontecerá em virtude da ida do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Londres, na Inglaterra, para o funeral da rainha Elizabeth II, que morreu na última quinta-feira (8/9).

Ao site Metrópoles, o general disse que se encontrará, no domingo (18/9), com o presidente do Peru, o socialista Pedro Castillo. Segundo ele, a aeronave que embarcará com a comitiva deve decolar no fim do dia de sábado, antes da do presidente Bolsonaro.

De acordo com o vice-presidente, ele ainda deve ter agenda com a vice-presidente peruana, Dina Boluarte, e participar da Expoalimentaria Perú 2022, uma feira de insumos alimentícios, onde terá produtores brasileiros.

Por conta da Lei Eleitoral, Mourão e todos os nomes da linha sucessória à Presidência da República também precisam se ausentar do território brasileiro em eventual viagem internacional do presidente Bolsonaro. Ou seja, o general deve viajar antes do presidente.

Assim como Mourão, o presidente da Câmara dos Deputados e candidato à reeleição, Arthur Lira (PP-AL), deve deixar o país, se não quiser ficar inelegível. Assumirá o comando do país, até o retorno de Bolsonaro, o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD), que não disputa nenhum cargo político.

Nas ausências de Bolsonaro e Mourão, quem deveria assumir o comando do país é o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Em seguida, aparece na linha sucessória da Presidência o presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e a presidente do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber.

Histórico com Peru

Eleito em julho de 2021, depois de um mês de eleição, José Pedro Castillo Terrones de 51 anos é um professor peruano, líder sindical e filiado ao partido esquerda Peru Livre. Ele ganhou notoriedade após liderar uma greve de três meses da classe por salários maiores.

Crítico dos países da América Latina, Bolsonaro chegou a criticar a eleição do socialista dizendo que o Peru havia se “perdido”, com a escolha de Castillo. Depois, afirmou que “as diferenças já estavam superadas”. Bolsonaro, contudo, não foi na posse e preferiu enviar Mourão.

Só cerca de seis meses depois da solenidade, Bolsonaro encontrou com Castillo no Palácio Rio Madeira, sede do governo de Rondônia, em fevereiro deste ano.

“O que acontece: nós queremos uma América do Sul livre, liberdade de expressão, liberdade de imprensa para todos aqui. Logicamente que esse encontro aqui tem a ver com isso, nós podemos só ter boa relação se a democracia imperar de fato no seu país. Tudo superado”, disse o mandatário brasileiro na ocasião.

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