“Não foi sequer cogitada proposta de adiamento do 2º turno”, diz PL

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Valdemar Costa Neto e Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução

Por Flávia Said

O Partido Liberal (PL), do presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro, divulgou nota (leia a íntegra abaixo), na sexta-feira (28/10), na qual afirma que “em nenhum momento foi sequer cogitada a proposta de adiamento do 2º turno das Eleições de 2022”. O documento é assinado pela Coligação Pelo Bem do Brasil, da qual também fazem parte o PP e o Republicanos.

Após denúncia de suposta fraude na veiculação de inserções eleitorais do presidente em rádios, apresentada pela campanha bolsonarista, alguns ministros e aliados ensaiaram um movimento para pedir o adiamento do segundo turno das eleições, marcado para domingo (30/10).

Segundo o colunista do Metrópoles Igor Gadelha, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, atuou ativamente, nos bastidores, para baixar a temperatura no governo e na campanha e demover o grupo que defendia a ideia.

A posição do ministro da Casa Civil, que comanda o PP, é parecida com a de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. Como dirigentes partidários, ambos não querem comprar briga com ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Apesar disso, na quinta-feira (27/10), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu a possibilidade de pedir adiamento do segundo turno.

“Estamos aqui diante de um caso que, se for dado direito de resposta, será necessário adiar as eleições deste ano”, afirmou o deputado em rápida conversa com a imprensa ao desembarcar em Vitória (ES), onde cumpria agenda em apoio à candidatura de Carlos Manato (PL) ao governo do estado.

Entenda

Na segunda-feira (24/10), o ministro das Comunicações, Fabio Faria, disse que rádios do país deixaram de veicular algo em torno de 154 mil inserções do presidente. A campanha alega que, apenas no Nordeste, teriam sido 29 mil inserções a menos, o que estaria favorecendo o candidato oposto. As denúncias foram apresentadas à imprensa, no entanto, não há detalhes sobre as supostas irregularidades.

Ao receber o documento, o presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, deu 24 horas para a campanha apresentar “provas e/ou documentos sérios”.

Antes do fim do prazo, na terça-feira (25/10), a campanha bolsonarista entregou ao TSE relatório com detalhes da denúncia e indicou oito rádios que não teriam veiculado as propagandas.

A acusação foi contestada pelas emissoras. Em nota publicada nas redes sociais, a rádio Viva Voz FM, de Várzea da Roça (BA), uma das citadas no relatório, mostrou prints de e-mail que comprovam o envio tardio de inserções pela campanha de Bolsonaro.

“Na volta à campanha eleitoral do segundo turno, recebemos material de campanha de todas as coligações no dia 6/10, com exceção da coligação do candidato Bolsonaro, que só recebemos no dia 10/10, como é possível verificar nos prints do e-mail da nossa emissora”, declarou a rádio.

Na quarta-feira (26/10), Moraes determinou a extinção do processo iniciado pela campanha de Bolsonaro. O presidente do TSE considerou a petição inicial inepta, por não trazer provas, e avaliou que o material anexado na terça também não aponta indícios mínimos de irregularidades.

Leia a íntegra da nota divulgada pela coligação de Bolsonaro:

O PL e demais partidos aliados à campanha pela reeleição do presidente da República Jair Bolsonaro esclarecem e repõem a verdade em relação ao panfleto de autoria anônima e mentiroso sobre o 2º Turno das Eleições 2022 que circula nas redes sociais
☛ O cartaz é comprovadamente falso;
☛ Em nenhum momento foi sequer cogitada a proposta de adiamento do 2º Turno das Eleições de 2022;
☛ Boicotar o processo eleitoral neste momento, estimulando a ausência nas urnas, é um ato antidemocrático; e
☛ Tal atitude só beneficiaria o candidato adversário, que combatemos com todo o vigor em virtude do seu histórico político-policial.

Coligação Pelo Bem do Brasil – Presidente 22

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