Não há nada que me prenda, então vou vivendo, diz Ronaldinho Gaúcho sobre rolês aleatórios

0
image (8)

Ronaldinho Gaúcho na CPI. Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados

por F5

Um dos personagens mais fascinantes do esporte contemporâneo ganhou uma série para chamar de sua. Estreia nesta quinta-feira (16), na Netflix, a série documental “Ronaldinho Gaúcho”, que mostra as alegrias, as tristezas, os dribles e os rolês aleatórios do ex-jogador e uma das maiores lendas da história do futebol em todos os tempos.

A obra faz um mergulho na vida profissional do craque brasileiro, que viveu seu auge absoluto no Barcelona, de 2003 a 2008. “O Bruxo”, como ficou conhecido, conquistou uma bola de ouro da Fifa em 2005 e a eleição de melhor do mundo em 2004 e 2005.

Com direção de Luis Ara e produção da Canal Azul e da Trailer Films, a produção traz momentos em família e lembra fases dramáticas, como a morte de João, que é pai de Ronaldinho e de seu irmão mais velho, Assis. João foi encontrado sem vida na piscina da casa da família, em 1989.

As glórias, os feitos conquistados e o jeito espontâneo e acolhedor do ex-craque da seleção é lembrado em depoimentos de figuras icônicas do esporte, como Lionel Messi, Neymar, Cafu, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Felipão e Carles Puyol. O narrador Galvão Bueno também tinha histórias para contar.

O projeto apresenta arquivos inéditos da infância e também dos momentos de maior intimidade do craque, além de não deixar passar em branco um traço marcante da sua personalidade: a capacidade de curtir a vida e fazer o que bem entende —seja participando da versão turca do No Limite, o que colocou o seu nome entre os assuntos mais comentados das redes sociais, ou atuando com Mike Tyson no cinema.

Por essas e outras, Ronaldinho Gaúcho é reconhecido como o “rei dos rolês aleatórios”. Ele até tenta explicar o que o move aceitar os mais variados convites, também relacionados à música, à moda, e ao que mais ele achar divertido. “Não sou casado, não há nada que me prenda, então eu vou vivendo”, diz ele em determinado momento da série.

Em meio a tantas aleatoriedades, a produção não deixa de mostrar a fase da qual o ex-jogador, se pudesse, apagaria para sempre da memória: o período em que ficou preso com o irmão, no Paraguai, em março de 2020.

Os dois portavam passaportes e cédulas de identidade falsos. Depois de quase seis meses, eles receberam autorização judicial para voltar ao Brasil. A soltura dos brasileiros foi decidida em audiência no Palácio da Justiça, em Assunção.

“Ficar preso foi o pior momento. Fiz amizades, todos lá jogavam futebol e era uma forma de esquecer o que estava passando”, diz ele em um trecho. “Eu assumo total responsabilidade. Talvez eu tivesse de ser mais vigilante, mas eu negligenciei”, afirma o irmão Assis.

O terceiro episódio da série relembra o retorno triunfal do craque ao Brasil, sobretudo ao Atlético-MG, e o título inédito da Libertadores contra o Olímpia, em 2013. Após perder o primeiro jogo por 2 a 0, a partida no Mineirão acabou 2 a 0 para o Galo, e nos pênaltis deu Atlético. Ronaldinho nem precisou fazer sua cobrança. Ele foi considerado o “Rei de Belo Horizonte”.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...