No RJ, Bolsonaro ataca o PT: “Usaram nordestinos para roubar a nação”

Jair Bolsonaro. Foto: Igo Estrela

Por Cadu Bruno

Rio de Janeiro – O presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) voltou a atacar o PT e Luiz Inácio Lula da Silva, seu adversário no segundo turno. O mandatário participou de evento em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense do Rio de Janeiro, na manhã da sexta-feira (14/10).

“A quadrilha não conseguiu levar água para o Nordeste, e agora diz que vai dar picanha e cerveja para o povo. Bandidos! Usaram povo nordestino para roubar e assaltar a nação”, discursou Bolsonaro, que usou um chapéu de cangaceiro durante parte do comício.

O chefe do Executivo federal tenta captar mais votos entre eleitores nordestinos. Apesar de Lula ter conseguido vantagem em todos os estados da região no primeiro turno, Bolsonaro atingiu uma votação mais expressiva neste ano do que em 2018, e conduz sua propaganda na tentativa de conquistar ainda mais votos naquele território.

No mesmo discurso, o presidente chamou o Bolsa Família de esmola e fez propaganda do Auxílio Brasil, que foi turbinado às vésperas das eleições e substituiu o benefício criado na gestão petista.

“Temos um projeto social, e não esmola, como era Bolsa Família. Mais pobres recebem no mínimo R$ 600. Conseguimos pagar isso porque no meu governo não tem corrupção”, afirmou.

O titular do Palácio do Planalto disse que vai aprovar a redução da maioridade penal, caso reeleito. Ainda no discurso, Bolsonaro propagou fake news, ao declarar que Lula teria dito que ladrões “roubam celular para comprar uma cervejinha”.

“Aquele menorzão que está acostumado a roubar celular, e o Lula fala que é para comprar cervejinha. Nós, ano que vem, vamos aprovar a redução da maioridade penal”, disse Bolsonaro, que também prometeu aprovar o excludente de ilicitude, para policiais “poderem trabalhar”.

O excludente de ilicitude prevê a proteção de agentes de segurança que, por “violenta emoção, escusável medo ou surpresa”, cometem excessos no exercício da função.

Comício em Duque de Caxias

O comício contou com dezenas de políticos e aliados bolsonaristas, que disputaram espaço no palco montado na Praça do Pacificador, em Caxias. Entre eles, estavam o governador do Rio, Cláudio Castro (PL), e o ex-prefeito de Caxias, Washington Reis (MDB). A ida de Bolsonaro a Caxias acontece três dias após visita de Lula a Belford Roxo.

Os dois candidatos disputam o eleitorado na região, que teve ampla vantagem do presidente, com vitória nos 13 municípios que compõem a Baixada Fluminense. O segundo turno está marcado para o dia 30 de outubro.

“Não se deixem enganar: quem olha pelo pobre é quem põe dinheiro na mão do pobre. E quem colocou R$ 600 na mão do povo foi Bolsonaro”, disse Castro.

O senador Romário (PL), que se chateou após perder prestígio com o voto de Bolsonaro em Daniel Silveira (PTB) para o Senado, participou do ato, próximo a Silveira. Flávio Bolsonaro (PL), Clarissa Garotinho (União), Thiago Gagliasso (PL), Hélio Lopes (PL) e Magno Malta (PL-ES) também marcaram presença.

Bolsonaro discursou entre duas mulheres – as deputadas Clarissa Garotinho (União) e Soraya (PL). A fala do presidente durou pouco mais de 30 minutos e terminou com um Pai-Nosso, convocado pelo locutor do evento, que pediu que o público desse as mãos. Ao fim da oração uma criança foi colocada nas costas do presidente.

Apoiadores se concentraram desde cedo para o evento, muitos com camisas verdes e amarelas. Outros escolheram acompanhar os discursos das janelas de casas e comércios da região.

Antes do ato em Caxias, Bolsonaro participou ao vivo do podcast Paparazzo Rubro-Negro.

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