Paraná Pesquisas: Lula tem 40,1% das intenções de voto; Bolsonaro, 36,4%
Lula e Bolsonaro durante propaganda eleitoral na TV — Foto: Reprodução
Por Daniela Santos
Nova sondagem para a corrida presidencial feita pelo instituto Paraná Pesquisas aponta o candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, com 40,1% de intenções de voto. O atual chefe do Executivo federal e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), tem 36,4% da preferência do eleitorado. O resultado indica um empate no limite da margem de erro do levantamento, de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
Lula oscilou positivamente em relação à última sondagem, em que pontuou 39,6%. Já Bolsonaro, que tinha 36,5%, variou 0,1 ponto percentual para baixo. Os resultados são referentes ao levantamento estimulado, em que os nomes dos candidatos são listados ao entrevistado.
Nesse cenário, Ciro Gomes (PDT) tem 7,2%, seguido de Simone Tebet (MDB), com 4,6%. Os demais postulantes não chegaram a 1%. Brancos e nulos somaram 5,6%, enquanto 4,7% não sabem em quem votar ou não responderam.
A pesquisa entrevistou 2.020 pessoas entre 15 e 19 de setembro, em 164 municípios brasileiros. O levantamento está registrado no TSE com o código nº BR-09417/2022.
Espontânea e segundo turno
No cenário espontâneo, no qual os nomes não são apresentados ao eleitor, Lula marcou 33,3%, contra 31% de Bolsonaro. Os que não sabem ou não responderam são 23% e 5,6% disseram votar branco ou nulo. Ciro foi citado por 4,2% dos entrevistados, enquanto Tebet teve 2,3%.
Em relação à sondagem para o segundo turno, de acordo com o levantamento, o petista levaria a disputa por 47,3% a 40,7% de Bolsonaro.
Contratos com o governo e campanha de Bolsonaro
O instituto Paraná Pesquisas recebeu R$ 2,7 milhões do PL, partido de Bolsonaro, entre janeiro e julho deste ano, período de pré-campanha eleitoral. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S.Paulo nessa segunda-feira (19/9). Segundo o veículo, o dinheiro foi pago por meio dos recursos do Fundo Partidário.
Além disso, em março, o governo federal destinou R$ 1,6 milhão para a empresa em um contrato de um ano. O acordo é destinado à coleta de dados que serão usados para formular políticas públicas.
Veja a íntegra da pesquisa realizada pelo instituto clicando aqui.