PIB do Brasil perde fôlego e cresce 0,4% no 3º trimestre

Por Fábio Matos

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil registrou um crescimento de 0,4% no terceiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados na quinta-feira (1º/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao mesmo período do ano passado, a expansão do PIB foi de 3,6%.

O resultado veio ligeiramente abaixo da mediana das expectativas do mercado. Analistas consultados pela Bloomberg projetavam um avanço de 0,6% do PIB no terceiro trimestre.

O desempenho da economia brasileira entre julho e setembro ficou abaixo dos resultados dos dois trimestres anteriores. No primeiro, o PIB do país teve alta de 1,3% e, no segundo, de 1% — os dados trimestrais foram revisados e anunciados na quinta-feira pelo IBGE. Apesar da desaceleração, trata-se do quinto trimestre consecutivo com alta do PIB.

Com esse resultado, o PIB atinge o maior patamar da série histórica, que teve início em 1996. Ele também ficou 4,5% acima do patamar pré-pandemia de Covid-19, registrado no quarto trimestre de 2019.

No acumulado de quatro trimestres encerrados em setembro de 2022, o PIB cresceu 3%, na comparação com os quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado do ano, a alta é de 3,2% em relação ao mesmo período de 2021.

Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 2,544 trilhões no terceiro trimestre.

Projeções

Considerado a “prévia do PIB”, o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central (BC) no dia 14 de novembro, apontava uma expansão de 1,36% no terceiro trimestre.

Segundo a última edição do relatório Focus, do BC, a projeção para o crescimento do PIB do país em 2022 está em 2,81%. Para 2023, a estimativa é a de uma alta de 0,7%.

Auxílios e deflação contribuíram

A alta do PIB entre julho e setembro deste ano, ainda que menor do que nos dois trimestres anteriores, foi alavancada pelos incentivos pagos pelo governo federal, que contribuíram com o aumento do consumo. O Auxílio Brasil de R$ 600 começou a ser pago em agosto, assim como auxílio-caminhoneiro e o auxílio-taxista.

No terceiro trimestre, a inflação também deu uma trégua, com a redução dos preços de combustíveis e da conta de luz. Os meses de julho, agosto e setembro registraram deflação. O mercado de trabalho também esboçou uma recuperação no período.

O PIB

O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país. Todos os países calculam o seu PIB nas suas respectivas moedas.

Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Assim, levam em consideração também os impostos sobre os produtos comercializados.

Em 2021, o PIB do Brasil fechou o ano em alta de 5% (taxa revisada pelo IBGE), após a queda de 3,9% em 2020, no primeiro ano da pandemia. O PIB do Brasil no ano passado totalizou R$ 8,7 trilhões.

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