CABEDELO

Lucas Ribeiro, João, Nabor e Edvaldo Neto, nas eleições de Cabedelo.

A política de Cabedelo vive um cenário de extremos nesta semana. Após conquistar a vitória nas urnas em uma eleição suplementar realizada no último domingo, dia 12, o prefeito Edvaldo Neto (Avante) foi alvo de uma operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira, dia 14. A ação resultou em seu afastamento imediato do cargo por decisão judicial, apenas 48 horas após ter sido ratificado pela vontade popular. O desdobramento ocorre em um momento de forte consolidação política para Edvaldo, que teve no governador Lucas Ribeiro um de seus principais cabos eleitorais e aliados estratégicos durante o pleito.

Durante a campanha, Lucas Ribeiro foi uma voz ativa na defesa da continuidade da gestão de Edvaldo Neto, que já ocupava o cargo de forma interina desde a cassação do ex-prefeito André Coutinho em 2025. O governador enfatizou publicamente o engajamento de seu grupo político na candidatura do aliado, destacando que a parceria entre o Estado e o município seria fundamental para o avanço de Cabedelo.

Lucas chegou a anunciar investimentos conjuntos, como a ordem de serviço para a requalificação do Mercado Público da cidade, descrevendo o projeto como uma demanda histórica que seria finalmente executada sob a liderança de Edvaldo.

Apesar do otimismo político e da vitória consolidada, a investigação da Polícia Federal agora aponta para um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e supostas ligações de agentes políticos com facções criminosas.

Em nota, a defesa do prefeito ressaltou que o afastamento é uma medida provisória e não implica juízo definitivo de culpa, negando veementemente qualquer vínculo do gestor com o crime organizado. O cenário impõe uma nova camada de incerteza sobre o futuro administrativo do município portuário, que agora aguarda os próximos passos da Justiça após um processo eleitoral intenso.

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