Projeto de alunos de escola pública conscientiza contra a sonegação fiscal com vídeos e jogos nas redes sociais

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Estudantes passaram a conhecer recursos importantes para o combate desse tipo de crime, como a exigência da nota fiscal durante a compra de produtos de qualquer valor.

Lucas, o primeiro da esquerda, e colegas da ECIT Daura Santiago em visita ao GAESF — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal
Lucas, o primeiro da esquerda, e colegas da ECIT Daura Santiago em visita ao GAESF — Foto: Acsia Lino

A sonegação fiscal ainda é um assunto desconhecido por uma grande quantidade de pessoas. E apesar de ser um crime comum no Brasil, muita gente sabe pouco sobre esse tipo de infração. Para acabar com essa prática e formar cidadãos mais conscientes sobre as próprias responsabilidades fiscais e como elas afetam a sociedade, uma escola pública da rede estadual de ensino criou o projeto “Na Paraíba tem combate à sonegação? Tem sim, senhor!”. A iniciativa estimula que os alunos desenvolvam atividades com a linguagem típica dos jovens, por meio de vídeos e jogos em redes sociais na internet. Assim, eles entendem o tema e passam o que aprenderam adiante.

Mas foi há pouco tempo, há um ano mais precisamente, que o jovem descobriu que esse amor pelo lugar onde estuda poderia ser maior. Isso seria possível se a sonegação de impostos não impedisse que recursos financeiros chegassem devidamente para áreas importantes, como a educação, fazendo com que a qualidade da estrutura da escola e de tudo mais que é oferecido nela fosse melhorada.

No ano passado, a Paraíba arrecadou R$ 8.794.330.139,40 com três impostos: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto de Transmissão Causa Mortis ou Doação (ITCD). E somente até maio deste ano, o montante arrecado é de quase metade do total de 2023.Os dados foram obtidos com exclusividade pelo portal com a colaboração da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB).

Da arrecadação do ano passado, R$ 2,329 bilhões em tributos estaduais (parte arrecadada com ICMS e IPVA) foram repassados para as prefeituras paraibanas pela Sefaz. Confira mais dados em um tópico abaixo. Porém, milhões de reais de impostos sonegados não chegaram aos cofres públicos e, por isso, não retornaram para o povo em forma de serviços.

A sonegação fiscal acontece quando os impostos devidos não são declarados e pagos por empresas e pessoas ao Estado. Dessa forma, esses recursos se tornam inexistentes e não chegam aos cofres públicos. Com isso, os tributos não são transformados em políticas públicas para a sociedade, que deixa de receber investimentos em setores essenciais, a exemplo de educação, saúde e segurança.

No Brasil, essa prática é considerada crime, que pode ser punido com detenção e também pagamento de multa. Na Paraíba, o Grupo Operacional de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF) foi criado para combater infrações desse tipo.

Matheus, por exemplo, já está satisfeito com o que a escola oferece. Por outro lado, o estudante gostaria de contar com uma internet mais rápida e também com um ar-condicionado mais potente, que proporcionasse um pouco mais de conforto aos dias mais quentes da capital paraibana. E foi em sala de aula, que ele aprendeu que a sonegação fiscal é um dos obstáculos para que ele e os colegas usufruam disso.

Mas essa lição não foi absorvida por acaso. Muito pelo contrário, foi totalmente intencional, por meio do projeto “Na Paraíba tem combate à sonegação? Tem sim, senhor!”. A iniciativa foi desenvolvida pela professora de sociologia, Acsia Lino, que atua na rede estadual de ensino há 12 anos, junto com estudantes do ensino médio.

O vice-líder de turma lembra de como recebeu – nada bem – a proposta para estudar sobre o tema. “Vixe Maria, é um assunto tão chato!”, foi o pensamento que o invadiu involuntariamente.

“Eu tava sentado com amigos. A professora veio falar comigo sobre esse projeto. Como eu já gravava vídeos pra escola, ela falou: ‘Por que você não grava um vídeo sobre sonegação fiscal?’. Sendo sincero, era um assunto que eu não me interessava. Pensei que ninguém se interessaria por ser chato. Mas meus vídeos sempre chamam atenção por conta das brincadeiras. Então topei”, sentenciou enquanto veio à lembrança como ele aceitou o desafio.

Essa resistência que o Matheus expressou pareceu um sentimento comum entre a turma quase inteira e não passou despercebida pela professora.

“Eles tinham uma rejeição muito grande sobre o tema. Achavam que era sem importância, sem relevância”, rememorou Acsia com ar de graça por saber que todo esse cenário mudou conforme as ações do projeto avançaram.

Visita dos estudantes da ECIT Daura Santiago ao GAESF — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal

Visita dos estudantes da ECIT Daura Santiago ao GAESF — Foto: Acsia Lino 

A professora tem toda razão. Fora da escola, os alunos fizeram, de forma exemplar, o que pode ser chamado de “dever de casa”.

“Uma andorinha só não faz verão. Com a disseminação dessa informação a gente vai consequentemente, no futuro, ter pessoas conscientes sobre o papel dos impostos, pra aonde eles vão e assim a gente vai se desenvolvendo enquanto sociedade. Não tem como mudar do dia pra noite. Mas se a gente começa falando disso dentro da nossa sala, dentro da nossa casa, com os nossos amigos, a gente vai mudando a consciência do povo”, impulsionou o Lucas, que aplica as lições que aprendeu de outras formas.

Lucas acredita que uma mudança de atitude sobre a sonegação fiscal por parte das pessoas precisa de um primeiro e importante passo: mudar a própria mentalidade. O estudante, que também está na 3ª série do ensino médio, passa 20 minutos para chegar até a escola caminhando. Esse tempo é menor quando ele resolve se locomover de bicicleta. De toda forma, esse período é cronometrado. Afinal, o jovem gosta de números, a disciplina preferida dele é matemática. E foi justamente com o professor da matéria que não é querida por todos que, depois do projeto, que ele buscou novos conhecimentos.

Lucas, o primeiro da esquerda, e colegas da ECIT Daura Santiago em visita ao GAESF — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal

A sonegação fiscal ainda é um assunto desconhecido por uma grande quantidade de pessoas. E apesar de ser um crime comum no Brasil, muita gente sabe pouco sobre esse tipo de infração. Para acabar com essa prática e formar cidadãos mais conscientes sobre as próprias responsabilidades fiscais e como elas afetam a sociedade, uma escola pública da rede estadual de ensino criou o projeto “Na Paraíba tem combate à sonegação? Tem sim, senhor!”. A iniciativa estimula que os alunos desenvolvam atividades com a linguagem típica dos jovens, por meio de vídeos e jogos em redes sociais na internet. Assim, eles entendem o tema e passam o que aprenderam adiante.

O Matheus Antonino é um desses estudantes. Logo no início da manhã, o garoto salta da cama, toma banho, bebe uma xícara de café, põe música eletrônica para ouvir no fone e caminha cerca de 10 minutos até a Escola Cidadã Integral Técnica Daura Santiago, onde estuda a 3ª série do ensino médio, em João Pessoa. Engajado com todas as atividades desenvolvidas em sala de aula, o adolescente confessou “ser perdidamente apaixonado pelo ambiente escolar”.

Mas foi há pouco tempo, há um ano mais precisamente, que o jovem descobriu que esse amor pelo lugar onde estuda poderia ser maior. Isso seria possível se a sonegação de impostos não impedisse que recursos financeiros chegassem devidamente para áreas importantes, como a educação, fazendo com que a qualidade da estrutura da escola e de tudo mais que é oferecido nela fosse melhorada.

No ano passado, a Paraíba arrecadou R$ 8.794.330.139,40 com três impostos: o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o Imposto de Transmissão Causa Mortis ou Doação (ITCD). E somente até maio deste ano, o montante arrecado é de quase metade do total de 2023. Os dados foram obtidos com exclusividade com a colaboração da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-PB). Acompanhe no gráfico abaixo.

Arrecadação de impostos na Paraíba nos últimos três anos

Da arrecadação do ano passado, R$ 2,329 bilhões em tributos estaduais (parte arrecadada com ICMS e IPVA) foram repassados para as prefeituras paraibanas pela Sefaz. Confira mais dados em um tópico abaixo. Porém, milhões de reais de impostos sonegados não chegaram aos cofres públicos e, por isso, não retornaram para o povo em forma de serviços.

A sonegação fiscal acontece quando os impostos devidos não são declarados e pagos por empresas e pessoas ao Estado. Dessa forma, esses recursos se tornam inexistentes e não chegam aos cofres públicos. Com isso, os tributos não são transformados em políticas públicas para a sociedade, que deixa de receber investimentos em setores essenciais, a exemplo de educação, saúde e segurança.

No Brasil, essa prática é considerada crime, que pode ser punido com detenção e também pagamento de multa. Na Paraíba, o Grupo Operacional de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (GAESF) foi criado para combater infrações desse tipo. Conheça a estrutura e o trabalho da instituição abaixo.

Matheus, por exemplo, já está satisfeito com o que a escola oferece. Por outro lado, o estudante gostaria de contar com uma internet mais rápida e também com um ar-condicionado mais potente, que proporcionasse um pouco mais de conforto aos dias mais quentes da capital paraibana. E foi em sala de aula, que ele aprendeu que a sonegação fiscal é um dos obstáculos para que ele e os colegas usufruam disso.

Mas essa lição não foi absorvida por acaso. Muito pelo contrário, foi totalmente intencional, por meio do projeto “Na Paraíba tem combate à sonegação? Tem sim, senhor!”. A iniciativa foi desenvolvida pela professora de sociologia, Acsia Lino, que atua na rede estadual de ensino há 12 anos, junto com estudantes do ensino médio.

O vice-líder de turma lembra de como recebeu – nada bem – a proposta para estudar sobre o tema. “Vixe Maria, é um assunto tão chato!”, foi o pensamento que o invadiu involuntariamente.

“Eu tava sentado com amigos. A professora veio falar comigo sobre esse projeto. Como eu já gravava vídeos pra escola, ela falou: ‘Por que você não grava um vídeo sobre sonegação fiscal?’. Sendo sincero, era um assunto que eu não me interessava. Pensei que ninguém se interessaria por ser chato. Mas meus vídeos sempre chamam atenção por conta das brincadeiras. Então topei”, sentenciou enquanto veio à lembrança como ele aceitou o desafio.

Essa resistência que o Matheus expressou pareceu um sentimento comum entre a turma quase inteira e não passou despercebida pela professora.

“Eles tinham uma rejeição muito grande sobre o tema. Achavam que era sem importância, sem relevância”, rememorou Acsia com ar de graça por saber que todo esse cenário mudou conforme as ações do projeto avançaram.

Visita dos estudantes da ECIT Daura Santiago ao GAESF — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal

Visita dos estudantes da ECIT Daura Santiago ao GAESF — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal

Já na gravação, a professora explicou mais sobre o projeto. Com o tempo, conforme o Matheus foi estudando, ele passou a gostar mais do tema. E uma palestra no GAESF fez com o interesse dele se tornasse ainda maior. O saldo de topar viver essa empreitada dentro e fora da sala de aula foram o conhecimento e uma visão mais crítica quanto ao que acontece ao redor do pessoense e da comunidade em que ele vive.

“Eu sabia que o dinheiro do meu imposto ia pra as escolas públicas, pra as ruas, pra os hospitais. Isso eu sabia. Mas eu não sabia que a sonegação de imposto era tão prejudicial assim pra sociedade. Com esse projeto, eu ampliei a minha visão”, reforçou com voz de orgulho pela nova consciência.

Tudo o que o rapaz aprendeu não foi contido pelas paredes, grades e muros da escola. Antes de participar do projeto, em uma ida comum e rotineira ao mercado perto de casa, por exemplo, se o atendente demorasse a entregar a nota fiscal, o jovem iria embora. Porém, agora, o Matheus aguarda pelo documento pelo tempo que for necessário por saber como ele é importante no combate à sonegação.

A nota fiscal funciona como a certidão da compra e mostra quando e onde o produto foi comprado. É esse documento – emitido em transações pagas de qualquer modo – que assegura a arrecadação de impostos pelo Estado. Ela evita, por exemplo, o escape do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que quando chega aos cofres públicos, pode ser remanejado para ações de desenvolvimento social.

Por isso, é importante exigir a nota fiscal na compra de produtos de qualquer valor. Na Paraíba, há uma campanha que incentiva que os consumidores cobrem esse registro. 

“Uma pessoa pode fazer diferença sim. Mas se muitos fizerem, vai ser melhor. Se souber quem tá sonegando, como tá sonegando, a gente vai poder combater isso. E querendo ou não, vai melhorar toda a estrutura da sociedade. Porque nós sofremos com a sonegação do imposto. A gente paga, mas não recebe o que foi pago. Os recursos que chegam não são suficientes por conta da sonegação”, refletiu o Matheus sobre a simples e eficaz ação de cobrar a nota fiscal em qualquer compra.

Assim como o Matheus, a professora e os colegas da escola também querem transformar a realidade da comunidade a partir da educação fiscal.

Cartaz sobre sonegação fiscal usado em oficina de projeto na Paraíba — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal

Cartaz sobre sonegação fiscal usado em oficina de projeto na Paraíba — Foto: Acsia Lino / Arquivo pessoal

‘Uma andorinha só não faz verão: o objetivo é formar multiplicadores’

Faz parte da rotina da professora Acsia e de outros colegas de profissão da ECIT Daura Santiago o uso de ferramentas pedagógicas que dinamizam e facilitam o aprendizado, inclusive, de forma interdisciplinar.

A criação do projeto surgiu de uma demanda do curso técnico de vendas, no qual os estudantes do ensino médio estão matriculados. Durante os estudos sobre questões fiscais, a professora percebeu que os alunos não entendiam o que é a sonegação de impostos e que essa prática é crime no Brasil.

Só que bem além disso, o propósito de Acsia não era só ensinar sobre o assunto. Sempre foi vontade dela que as atividades saíssem da teoria e tomassem a forma da prática.

“O objetivo é formar multiplicadores. É que o assunto não é só o estudante, mas o entorno dele. Os pais, a comunidade, fora da escola. O objetivo é que o impacto seja na comunidade”, ressaltou com determinação.

O Lucas da Silva Primo, de 17 anos, foi um dos primeiros integrantes da iniciativa. Ele recordou todo o início da implantação do programa.

“Primeiro veio a criação do nome, da marca. Depois a gente começou a pensar as atividades que poderíamos fazer dentro da escola”, contou com o mesmo entusiasmo do início do trabalho.

Assim que os alunos entenderam melhor a importância do tema, também abraçaram a missão de disseminar informações sobre ele. E do jeito que o assunto foi trabalhado, também ficou mais fácil e envolvente aprender. Foram oficinas, documentários, gravação de vídeos e até produção de conteúdo para redes sociais e para a própria rádio da escola. Tudo feito pelos alunos com a orientação da professora. Esse engajamento todo contou até como avaliação escolar.

Os vídeos produzidos pelos estudantes também foram exibidos para todas as turmas da unidade escolar. Neles, os jovens apontam conceitos e indicam soluções para combater a sonegação de impostos.

“Não é um tema fácil de falar para jovens. Quando eles gravam os vídeos, fazem na linguagem deles. A gente usou esse recurso para tentar desmistificar que é um assunto difícil de ser entendido”, evidenciou a estratégia.

A gravação de vídeos, inclusive, foi a etapa favorita do Matheus. Para simplificar o assunto, ele escolheu dar o exemplo da venda de uma maçã.

Estudante de escola pública da PB ensina o que é e como combater a sonegação fiscal

“Com certeza foi fazer o vídeo o que mais gostei. É divertido pra quem tá assistindo e pra quem tá gravando. É uma experiência maravilhosa. A gente grava sorrindo, brincando. Brincando não com o tema, mas com o jeito de se comunicar”, explicou encantado com o próprio trabalho.

A visita ao GAESF também foi uma atividade citada por todos os alunos como uma das mais queridas. Cerca de 15 estudantes puderam ir até o órgão, conheceram como ele funciona e assistiram a uma palestra feita por representantes de várias entidades de combate à sonegação fiscal da Paraíba.

Veja detalhes sobre a atuação do grupo em um tópico mais abaixo.

“A gente foi visitar o órgão da Sefaz [o GAESF], conhecer como eles trabalham. Eu não sabia o que era, eu era bem ignorante quanto ao assunto. Só vim descobrir depois dessa conscientização do projeto. Eu fiquei bem mais alerta com a questão de notas fiscais, da empresa ter esse cuidado pra ver se eles realmente não sonegam”, recordou o Lucas também sobre a importância da emissão da nota fiscal.

O GAESF também vai começar um trabalho nas escolas para conscientizar sobre a cidadania fiscal. A ECIT Daura Santiago será a primeira a ser visitada, já que se antecipou com os estudos sobre o assunto.

“A participação dos alunos dessa nova geração é fundamental para a desconstrução dessa cultura de sonegação fiscal que ainda existe no nosso país. Eu gostaria de incentivá-los a exercer a cidadania e o que e é correto, que é procurar ser um cidadão exemplar e ajudar a sociedade nesse combate à sonegação fiscal”, destacou Karina Torres, delegada de crimes contra a ordem tributária, enquanto revelou encantamento, na voz e no olhar, com o trabalho e a visita dos estudantes.

No decorrer do desenvolvimento das ações, o sentimento que todos compartilham é o de dever cumprido e também a certeza de que o projeto chegou longe.

“É uma campanha de esclarecimento sobre a importância dos tributos que vem pra educação e que se você sonegar, isso vai ter impactos no pessoal e no social. Eles entenderam isso”, concluiu Acsia com um tom de realização.

O estudante, que também está na 3ª série do ensino médio, passa 20 minutos para chegar até a escola caminhando. Esse tempo é menor quando ele resolve se locomover de bicicleta. De toda forma, esse período é cronometrado. Afinal, o jovem gosta de números, a disciplina preferida dele é matemática. E foi justamente com o professor da matéria que não é querida por todos que, depois do projeto, que ele buscou novos conhecimentos.

“Eu tava falando com o professor de matemática sobre imposto de renda. Ele me ensinou como funciona a declaração e outras coisas, como juros simples e juros compostos”, descreveu.

Mesmo gostando de cálculos, o garoto não tinha tanta curiosidade assim antes.

“O projeto abriu meu olhar pra área financeira. É tanto que hoje em dia eu estudo economia. E se não fosse essa conscientização, isso provavelmente não aconteceria”, confessou com a voz carregada de honestidade.

E é assim que o jovem tenta, ao máximo, não guardar o conhecimento para ele. Em casa, a conversa rende com os pais.

Redes sociais usadas como caminho para a consciência fiscal

O trabalho nas redes, que é feito pelos estudantes, é também desempenhado por eles com profissionalismo. Toda a produção é concentrada em um perfil no Instagram, o @combateasonegacaopb. O veículo é tratado pelos adolescentes como um caminho para a consciência fiscal.

Na página, é possível encontrar os vídeos feitos pelos alunos, com as ideias e as próprias palavras deles. É com esse modo popular que a turma desmistifica o tema para pessoas da mesma idade e de outras faixas etárias também.

Também estão no perfil os vídeos gravados por autoridades na área, como a promotora Renata Luz, do Ministério Público da Paraíba; da delegada de crimes contra a ordem tributária, Karina Torres; e do auditor fiscal e gerente da Sefaz-PB, Felipe Lauritzen.

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