Rota mata mais um suspeito de ataque a tenente irmão de Eloá; total vai a 7

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Ronickson Pimentel dos Santos, 39, foi baleado na cabeça em São Caetano do Sul, em 27 de junho - Reprodução/TV Record

A Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) matou mais um homem suspeito de envolvimento no atentado contra o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça em 27 de junho, em São Caetano do Sul, no ABC.

Com a ocorrência registrada na noite da sexta-feira (10), chega a sete o número de suspeitos mortos durante ações policiais relacionadas ao caso.

Segundo a SSP (Secretaria da Segurança Pública), equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque receberam uma denúncia sobre o paradeiro de um homem “diretamente ligado” ao atentado contra o oficial. Ao localizar o suspeito, de 45 anos, houve confronto, de acordo com a versão da PM. O homem foi baleado, levado para atendimento médico, mas não resistiu.

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Ainda segundo a pasta, um segundo suspeito, de 33 anos, foi conduzido ao distrito policial e também será investigado por possível participação no caso. Uma arma foi apreendida.

A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção policial no 49º DP (São Mateus) e será investigada pelo DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa).

A SSP afirmou que foram requisitados exames ao Instituto de Criminalística e ao IML e que as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais serão analisadas.

O ataque contra Pimentel ocorreu na manhã de 27 de junho, quando o policial, de 39 anos, parou sua motocicleta em um semáforo na avenida Goiás, em São Caetano do Sul, após sair da academia. Ele foi atingido por um disparo na cabeça e segue internado em estado grave. A vítima é irmão de Eloá Pimentel, adolescente morta em 2008 pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em um caso que ganhou repercussão nacional.

As investigações da Polícia Civil apontam que o atentado foi planejado e contou com divisão de tarefas entre os envolvidos. Conforme documentos obtidos pela Folha, a apuração identificou o uso de veículos de apoio e indícios de monitoramento prévio da rotina do tenente.

A Justiça decretou a prisão de suspeitos de participação direta e indireta no crime, e o governo de São Paulo chegou a oferecer recompensa de R$ 50 mil por informações que levassem ao paradeiro do homem apontado como autor do disparo.

Antes da ação de sexta-feira (10), outros seis suspeitos já haviam morrido em operações da Rota realizadas durante as buscas pelos envolvidos no atentado.

As mortes ocorreram em diferentes cidades e são alvo de investigação da Polícia Civil, que apura as circunstâncias de cada intervenção policial.

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