Sete candidatos à Presidência assinam carta contra trabalho escravo
Presidenciáveis.
Por Rebeca Borges
Sete candidatos à presidência da República assinaram a carta-compromisso contra o trabalho escravo elaborada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e por outras 16 entidades nacionais e internacionais do setor. O objetivo do documento é de listar compromissos para combater o trabalho escravo no Brasil.
A carta foi assinada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Vera Lúcia (PSTU), José Maria Eymael (DC) e Léo Péricles (UP). Somente Jair Bolsonaro (PSL), Sofia Manzano (PCB), Felipe D’Ávila (Novo) e Padre Kelmon (PTB) não assinaram.
A carta deste ano pede que os governos não promovam empreendimentos e empresas que tenham utilizado mão de obra infantil ou análoga à escravidão. Também foi solicitada a garantia à fiscalização que verifica denúncias e resgata pessoas.
Na carta, as organizações também pedem que governantes prometam a exoneração de qualquer pessoa que ocupe cargos públicos de confiança que beneficiem este tipo de mão de obra.
Outro ponto do documento atesta que o candidato se compromete a renunciar ao seu mandato, caso seja encontrado trabalho escravo sob sua responsabilidade em seus empreendimentos particulares.
De acordo com a as entidades participantes do grupo, mais de 58 mil trabalhadores foram resgatados no Brasil nos últimos 27 anos. Os resgates ocorreram em fazendas de gado, soja, algodão, café, frutas, erva-mate, batatas, cebola e outros tipos de cultura. Os setores de minérios, construção civil, oficias de costuras e bordéis também foram alvo.
Candidatos
Além dos presidenciáveis, candidatos a governos estaduais também assinaram o documento. Em São Paulo, o compromisso foi firmado por Fernando Haddad (PT), Rodrigo Garcia (PSDB), Elvis Cezar (PDT), Vinícius Poit (Novo) e Altino Júnior (PSTU).
No Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), Marcelo Freixo (PSB), Rodrigo Neves (PDT) e Cyro Garcia (PSTU) assinaram o documento.
Em Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), Lorene Figueiredo (PSOL) e Renata Regina (PCB) firmaram compromisso com a lista. Na Bahia, a carta foi assinada por Jerônimo Rodrigues (PT) e Kleber Rosa (PSOL). E, no Pará, Adolfo Oliveira (PSOL).