Os votos são no âmbito do processo chamado de “quadrilhão do PT”, no qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a rejeição da denúncia contra a parlamentar. Segundo o órgão, não há elementos suficientes para abrir processo criminal.
O julgamento acontece no plenário virtual da Corte.
Denúncia
Na acusação apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, em 2017, os integrantes da alta cúpula do PT teriam participado de um esquema de propina que era arrecadado por meio do uso do Ministério do Planejamento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobras entre 2002 e 2016.
Paulo Bernardo assumiu o comando do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em 2005, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ainda segundo a denúncia, Gleisi e o ex-ministro foram acusados de receber R$ 1 milhão em propina pagos pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais delatores da Lava Jato.
No entanto, em março deste ano, a vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, apresentou um pedido junto ao STF para que fosse rejeitada a denúncia por falta de “justa causa”, quando não há provas suficientes para apresentar uma acusação ao Judiciário.