STJ mantém prisão preventiva de ‘Tio Patinhas’, apontado como líder do PCC

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Humberto Martins. Foto: STJ

Por JULIANA ARREGUY

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHARPESS) – Presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o ministro Humberto Martins manteve a prisão preventiva de Mário de Carvalho Filho, conhecido pelo codinome de Tio Patinhas, ao indeferir um pedido de habeas corpus feito pela defesa do réu. Carvalho Filho é apontado como um dos líderes do PCC.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira (30) pelo ministro. A defesa de Tio Patinhas argumenta que há excesso de prazo em sua prisão preventiva — ele foi detido em setembro de 2015, junto de outras 15 pessoas, em operação comandada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).

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Condenado em 2017 pela Justiça de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, a 33 anos, nove meses e nove dias de prisão em regime fechado, Tio Patinhas teve a prisão preventiva mantida pela sentença.

Na segunda instância, a pena foi aumentada para 73 anos, dez meses e 15 dias de reclusão, o que a defesa também considerou ilegal; a alegação é de que a ampliação ocorreu sem fundamento e além do que permite a legislação.

Martins não entrou no mérito da decisão, e declarou que o habeas corpus só pode ser concedido caso haja comprovação de ilegalidade no aumento da pena.

O pedido ainda passará pela Sexta Turma do STJ, que julgará em definitivo o habeas corpus.

Tio Patinhas foi preso em 2015 em um condomínio em Bonfim Paulista, distrito de Ribeirão Preto. A polícia apreendeu no local R$ 20 mil em dinheiro. O patrimônio dele foi avaliado em cerca R$ 1,5 milhão.

Carvalho Filho foi condenado pela suposta prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas e associação para o tráfico. Ele é apontado como um dos responsáveis pela distribuição e venda de entorpecentes no interior de São Paulo.

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