Suspeito de matar homem na UEPB usou pistola comprada e registrada em janeiro, aponta Polícia Civil

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Crime aconteceu em um dos estabalecimentos da UEPB — Foto: Geraldo Jerônimo/TV Paraíba

A Polícia Civil confirmou, em coletiva realizada na manhã de sexta-feira (4), que o assassinato ocorrido na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, na noite de quinta (3), foi premeditado e motivado por vingança. Segundo a investigação, o suspeito, Flávio Medeiros, de 47 anos, adquiriu legalmente uma pistola calibre 38 no fim de janeiro deste ano e utilizou a mesma arma no crime que matou o comerciante Keine Diniz , de 40 anos, que tinha um relacionamento com a ex-esposa do suspeito.

A arma estava cadastrada e registrada em nome de Flávio, que também frequentava o clube de tiro, apontado pela Polícia Civil durante uma coletiva de imprensa na sexta-feira (4). Segundo o investigador, ele planejou um ataque com antecedência. A motivação, conforme revelada pela Polícia Civil, seria o inconformismo com o término do relacionamento e o novo envolvimento da ex-companheira.

Keine foi morto com seis tiros dentro da copiadora de qual era sócio , localizada na Central de Aulas da UEPB, no Campus I, no bairro de Bodocongó, em Campina Grande. Uma segunda pessoa foi atingida por um tiro, mas não corre risco de vida.

Foto: reprodução
Flávio Medeiros // Keine Diniz

Plano do suspeito incluía matar a ex-esposa

Após cometer o crime, Flávio ainda teria sido contratado para uma escola onde uma ex-esposa trabalha, no bairro Três Irmãs, na zona sul de Campina Grande. De acordo com o relato da própria vítima à polícia, ela conseguiu se esconder dentro da unidade ao receber a entrega. Ainda segundo ela, Flávio já havia ameaçado, em outra ocasião, cometer esse tipo de ato: “matar o namorado, ela e depois se matar”.

A Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande informou, por meio de nota, que as aulas do turno da noite da Escola Municipal Mariinha Borborema, onde a mulher estava, foram suspensas como medida preventiva, já que o suspeito ainda estava foragido, e, devido ao possível abalo emocional da comunidade, permanênciaão interrompidos até a próxima segunda-feira (7), quando serão retomadas normalmente. A professora envolvida atua em turnos e unidades diferentes e, segundo a Secretaria, está recebendo o suporte necessário.

Depois de não conseguir localizar a ex-esposa, Flávio dirigiu em um veículo de passeio até o pátio do Instituto de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, no bairro do Serrotão, onde estacionou o carro e atirou contra a própria cabeça.

Vigilantes do local ouviram o tiro e foram verificar a situação, e encontraram o suspeito já com o ferimento da cabeça.  Ele foi socorrido em estado grave no Hospital de Emergência e Trauma da cidade, mas morreu na manhã de sexta-feira (4).

A pistola utilizada em todas as ações foi a mesma, segundo a Polícia Civil. O caso é tratado como crime de proximidade, motivado por razões pessoais e afetivas.

Os pesquisadores têm um prazo de 30 dias para concluir as diligências, laudos periciais e análise das imagens que auxiliam na apuração.

A Polícia Civil também descartou a hipótese de atentado coletivo.

Aulas suspensas

UEPB suspendeu as aulas na sexta-feira (4). Em nota, a instituição informou que a suspensão das atividades na universidade será até dia 11 de abril, para que sejam tomadas medidas para o reforço da segurança. Segundo a UEPB, a instituição tem 11.944 estudantes matriculados no semestre 2025.1 no Campus I, em Campina Grande, onde o crime ocorreu.

Durante esse período, as atividades administrativas serão realizadas de forma remota. “Essa medida emergencial visa garantir a segurança da comunidade universitária, permitindo que possamos, juntamente com as autoridades de segurança pública, tomar medidas de controle de acesso nas dependências da Instituição”, diz a nota.

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