Trump diz que Irã cancelou execução de oito mulheres após um pedido seu; Irã diz que americano divulga ‘informações falsas’
O presidente dos EUA, Donald Trump, sentado à sua mesa na Casa Branca - Evelyn Hockstein - 3.fev.2026/Reuters
Por Redação g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua rede social, Truth Social, na quarta-feira (22), que o Irã não vai mais executar oito mulheres presas. O republicano disse que as autoridades iranianas acataram o seu pedido ao cancelar a execução.
Ainda segundo o presidente dos EUA, quatro das mulheres serão soltas e outras quatro foram condenadas a um mês de prisão.
“Ótimas notícias! Acabo de ser informado de que as oito mulheres manifestantes que seriam executadas hoje à noite no Irã não serão mais mortas. Quatro serão libertadas imediatamente, e quatro serão condenadas a um mês de prisão. Agradeço muito ao Irã e a seus líderes por terem respeitado meu pedido, como Presidente dos Estados Unidos, e por terem cancelado a execução planejada”, disse na publicação.
A Justiça iraniana negou as informações e disse que Trump estava divulgando “informações falsas”.
“Trump está de mãos vazias no terreno, o que o levou a fabricar sucessos a partir de informações falsas”, afirmou na noite de quarta-feira a Mizan, órgão de imprensa do Poder Judiciário iraniano.
Na terça (21), Trump disse que a soltura das mulheres seria um “ótimo começo” para as negociações de paz com o Irã.
“Eu apreciaria muito a libertação dessas mulheres. Por favor, não façam mal a elas! Seria um ótimo começo para nossas negociações”, escreveu o republicano.
O Irã negou que várias iranianas estivessem prestes a ser executadas, indicando que algumas das mulheres apresentadas como ameaçadas haviam sido libertadas e que outras enfrentavam apenas pena de prisão.
A mensagem foi publicada em um momento de incertezas sobre a nova rodada de negociações entre o governo americano e representantes iranianos, prevista para ocorrer no Paquistão.
Apelo em meio ao impasse diplomático
A postagem de Trump foi uma resposta a uma publicação que alegava que a República Islâmica do Irã estaria se preparando para executar oito mulheres por enforcamento.

O perfil que originou a denúncia criticava a “omissão da comunidade internacional e de organizações de direitos humanos” diante do caso.
O presidente americano reforçou que um gesto humanitário por parte do Irã seria visto com respeito pela comunidade global.
“Aos líderes iranianos, que em breve estarão em negociações com meus representantes: Eu apreciaria muito a libertação dessas mulheres. Tenho certeza de que respeitarão o fato de vocês terem feito isso”.