Vídeo mostra carro carbonizado após deixar cativeiro, no DF

Suspeitos deixam chacina, no DF. Foto: Reprodução / Câmeras de Segurança

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) divulgou imagens de câmeras de segurança que mostram dois veículos saindo do local exato onde a sogra e a cunhada da cabeleireira Elizamar Silva foram mantidas reféns, em Planaltina (DF). Horas depois de deixar o local, um dos carros foi encontrado carbonizado, com dois corpos dentro, perto de Unaí, em Minas Gerais.

Os agentes ainda não confirmaram as identidades das vítimas, mas a principal hipótese é de que sejam de Renata Juliene Belchior, de 52 anos, sogra de Elizamar, e Gabriela Belchior, de 25, cunhada da cabeleireira.

O corpo de Marcos Antônio Lopes de Oliveira, de 54 anos, esposo de Renata e pai da Gabriela, foi encontrado na última quarta-feira (18) enterrado em uma cova no mesmo local onde as duas mulheres estavam em cativeiro.

Nas filmagens, adquiridas pelos oficiais, um veículo aparece escoltando o automóvel onde estavam a mulher e a filha de Marcos. As imagens foram gravadas por volta de 1h do último dia 14 de janeiro.

Quatro horas depois da gravação, por volta de 5h, apenas um dos carros retornou ao ponto de partida. A polícia desconfia que esse intervalo teria sido o momento exato em que as duas vítimas foram assassinadas e queimadas.

Até o momento, cinco membros da família estão desaparecidos. Dez corpos já foram encontrados, porém apenas cinco identificados: de Elizamar Silva, dos três filhos dela, e do sogro, Marcos Antônio Lopes de Oliveira. Na segunda-feira (23), foram enterrados os corpos da cabeleireira e dos filhos – Gabriel, de 7 anos, Rafael e Rafaela, de 6 anos.

POLÍCIA INVESTIGA QUARTO SUSPEITO

Carlomam Santos Nogueira torna-se suspeito no caso da chacina, no DF

Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou um novo suspeito de participação no ocorrido: Carlomam Santos Nogueira, de 26 anos. Em um vídeo publicado por Nogueira nas redes sociais, é possível ver um momento de descontração entre ele e Fabrício Silva Canhedo, de 34 anos, um dos presos por possível participação no crime contra a família de Elizamar.

Nogueira já fora investigado, em 2018, em uma operação da Polícia Civil que tinha como alvo presos que se tornaram membros de uma facção criminosa que atuava dentro e fora de presídios do país. O homem possui uma ficha criminal que inclui práticas como porte de drogas (maconha), porte ilegal de arma e receptação de carro roubado.

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