Vídeo viral de Erika Hilton sobre Pix tem imprecisões sobre taxa das blusinhas e isenção do IR

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A deputada federal Erika Hilton (SP) e o vereador eleito pelo RJ Rick Azevedo (paleto e camisa preta) durante entrevista coletiva sobre a PEC do 6x1 - Pedro Ladeira/Folhapress

Um vídeo da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) publicado no último sábado (18) acumula mais de 130 milhões de visualizações nas redes sociais.

Nele, a parlamentar rebate afirmações da oposição ao governo Lula (PT) sobre a norma da Receita Federal que ampliaria a fiscalização sobre transações financeiras, inclusive o Pix, alvo de críticas e também desinformação na semana passada.

A norma atualizava o serviço de monitoramento do Fisco e passaria a monitorar transferências que somassem ao menos R$ 5.000 por mês, no caso de pessoas físicas, e R$ 15 mil, para pessoas jurídicas. Mas, dada a crise instalada por causa das ondas de desinformação, as medidas foram revogadas, e o que estava em vigor até 2024 voltou a valer.

Na prática, Erika faz uma resposta da base governista ao vídeo também viral do deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), no qual ele diz “não duvidar” de uma taxa para o Pix no futuro e argumenta sobre os possíveis impactos das regras da Receita para profissionais autônomos e MEIs (microempreendedores individuais).

O vídeo de Nikolas, publicado no dia 14 de janeiro, acumula mais de 320 milhões de visualizações e tinha imprecisões sobre o Imposto de Renda e os efeitos das medidas para os MEIs.

Sem citar nomes, a parlamentar afirma que “estão querendo que você acredite em algo que nunca existiu”. “Nunca se falou sobre taxação do Pix”, afirma.

A deputada diz que o objetivo do aumento do monitoramento da Receita era combater “criminosos e quadrilhas” que “fazem movimentações de montantes financeiros bilionários, muito acima de seus salários”

No entanto, Erika comete imprecisão factual ao comentar outros temas. Por exemplo, ao dizer que os parlamentares da oposição votaram a favor da chamada “taxa das blusinhas” –o imposto para compras internacionais de até US$ 50.

A proposta estava dentro da lei que criou o Mover, programa para incentivar a descarbonização do setor automotivo. A medida foi inserida como um “jabuti” —quando algo é colocado dentro de um projeto que não tem a ver com a sua temática original— e acaba com a isenção de imposto para tais importações.

Para dar celeridade à tramitação, é comum que parlamentares votem o texto principal e depois analisem os destaques, como trechos específicos da proposta original, emendas e jabutis.

 

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