Ex-cabo preso por fraude saiu da PMPB para evitar processo de expulsão

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Suspeito foi detido na casa onde morava, em Tambauzinho (Foto: Reprodução / Polícia Civil)

O ex-policial militar preso na operação Bancarrota, deflagrada pela Polícia Civil na manhã da quinta-feira (4), foi desligado da corporação após entrar com pedido para tal em agosto de 2022. De acordo com a assessoria de comunicação da PM, ele tinha entrado na corporação em 2010, onde era cabo e foi “licenciado nas fileiras da instituição“.

Junto à esposa, ele é apontado como responsável por aplicar golpes na casa dos R$ 60 milhões. Os mandados de prisão foram cumpridos em João Pessoa, no bairro de Tambauzinho, em um endereço associado ao casal – que mantinha uma rotina luxuosa. Os suspeitos mantinham uma empresa com sede na cidade de Pirpirituba. Cerca de 1 mil pessoas foram vítimas, com pelo menos 20 Boletins de Ocorrências registrados.

Veja a reportagem exibida na TV Tambaú:

Ainda segundo a PM, o homem “pediu pra sair quando viu que ia ser instaurado o procedimento de expulsão”. Os motivos não foram revelados.

A operação

O termo Bancarrota, significa, em resumo, quebrar a banca. De acordo com o delegado Wagner Dorta, “Nós identificamos o esquema fraudulento e apelamos pela prisão preventiva“, completou Wagner. “Eles faziam um contrato com as vítimas, prometiam investimentos em bancas de apostas esportivas do exterior. Eles começavam pagando as vítimas, e depois os pagamentos eram reduzidos até cessarem“, finalizou.

O casal era foragido da comarca de Guarabira, no Brejo paraibano.

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