Governo fará nova avaliação sobre meta fiscal e pode bater martelo até dia 17

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O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participa da cerimônia de lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no centro da cidade, em 11 de agosto de 2023. Foto: Estadão

por Clarissa Oliveira

Embora tenha concordado em adiar a definição sobre uma possível revisão da meta fiscal, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai reavaliar o cenário ao longo da próxima semana e pode bater o martelo antes do dia 17.

A informação foi repassada ao Congresso pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que se reuniu anteontem (7) no fim do dia com o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias, deputado federal Danilo Forte (União-CE).

Contrariando as previsões iniciais, Lula desistiu de anunciar já no início desta semana a revisão da meta fiscal.

O presidente foi convencido de que valeria a pena aguardar antes de abandonar em definitivo a meta de déficit zero.

O adiamento, defendido por auxiliares como o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, reforça a posição do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O argumento principal está em dar tempo para que projetos da agenda econômica do governo avancem no Congresso.

Nos bastidores, fontes próximas ao presidente Lula reconhecem que ele concordou em dar mais tempo a Haddad, mas insistem que ele segue se mostrando favorável à revisão da meta.

O presidente tem olhado com descrença para projeções de arrecadação e já avisou que não pretende fazer contingenciamentos orçamentários em 2024.

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