Responsável pelo inquérito que foi concluído sem indiciar o empresário Roberto Mantovani, acusado por Alexandre de Moraes de agredir seu filho na Itália, o delegado da Polícia Federal Hiroshi Sakaki atua diretamente com o ministro do STF em outra investigação: a das fake news.
Moraes se irritou com o relatório produzido pela PF referente ao desentendimento ocorrido em aeroporto de Roma, no ano passado. No documento, ao justificar o não indiciamento de Mantovani, Sakaki afirmou que crime de injúria é de menor potencial ofensivo.
A agressão sustentada por Moraes foi classificada no relatório como um “contato físico” que atingiu o rosto do filho do magistrado, causando o “deslocamento dos óculos”. As imagens, vale lembrar, estão sob sigilo, imposto pelo relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli.
No Inquérito das Fake News, no qual trabalha com Alexandre Moraes, Sakaki é responsável por investigar dezenas de políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.