Delegado da PF que frustrou Moraes atua com ele em outra investigação

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Ministro Alexandre de Moraes, do STF Foto: Fellipe Sampaio/STF

por Paulo Cappelli

Responsável pelo inquérito que foi concluído sem indiciar o empresário Roberto Mantovani, acusado por Alexandre de Moraes de agredir seu filho na Itália, o delegado da Polícia Federal Hiroshi Sakaki atua diretamente com o ministro do STF em outra investigação: a das fake news.

Moraes se irritou com o relatório produzido pela PF referente ao desentendimento ocorrido em aeroporto de Roma, no ano passado. No documento, ao justificar o não indiciamento de Mantovani, Sakaki afirmou que crime de injúria é de menor potencial ofensivo.

A agressão sustentada por Moraes foi classificada no relatório como um “contato físico” que atingiu o rosto do filho do magistrado, causando o “deslocamento dos óculos”. As imagens, vale lembrar, estão sob sigilo, imposto pelo relator do caso no STF, ministro Dias Toffoli.

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No Inquérito das Fake News, no qual trabalha com Alexandre Moraes, Sakaki é responsável por investigar dezenas de políticos, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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