“Comida está cara e é principal preocupação de Lula”, diz Gleisi

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A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante comemoração dos 45 anos do PT, no Armazém 3 do Píer Mauá, no centro do Rio de Janeiro - Eduardo Anizelli/22.fev.25/Folhapress

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), disse no sábado (22) que a “comida está cara” no Brasil e que a inflação dos alimentos é a “maior preocupação” do presidente Lula (PT).

Ela associou o avanço dos preços a fatores como uma suposta especulação do mercado financeiro com o dólar, aumento das exportações e problemas climáticos. Gleisi, porém, falou em vencer essa etapa.

A declaração ocorreu em um discurso no segundo dia do evento de aniversário de 45 anos do PT, realizado no Rio de Janeiro. Lula participou do encontro.

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“A comida está cara, sim, está cara, resultado da especulação com o dólar, do aumento das exportações e das crises do clima. Mas nós vamos vencer essa etapa”, disse Gleisi.

“Sei que hoje é a sua maior preocupação, presidente [Lula], assim como temos de conter os abusos nos preços dos combustíveis, especialmente do gás de cozinha e da energia elétrica, dois setores em que o poder público foi mutilado por privatizações e constrangimento nos anos recentes”, acrescentou.

Gleisi é cotada para ocupar posto no ministério de Lula. Antes e depois de falar sobre a inflação dos alimentos, a presidente do PT fez uma defesa de medidas adotadas pelo governo na economia.

Citou, por exemplo, o aumento real do salário mínimo, a ampliação do Bolsa Família e a criação de empregos desde 2023. “É inegável que o terceiro governo do presidente Lula já firmou, sim, sua marca”, disse.

A carestia da comida virou dor de cabeça para o Palácio do Planalto, que fala em buscar medidas para contê-la. A comida cara é apontada como uma das razões para a perda de popularidade do presidente, que atingiu na última pesquisa Datafolha o pior nível de aprovação de sua história.

Economistas, porém, veem pouco espaço para ações eficazes, já que a elevação dos preços esteve associada a fatores como problemas climáticos e dólar alto em meio a incertezas fiscais.

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