CNJ autoriza abertura de processo de juiz que liberou carga de madeira no Pará

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De acordo com relatório, o magistrado teria proferido decisões incomuns, durante as férias ou em ausências de outras varas

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O Conselho Nacional de Justiça autorizou a abertura de processo administrativo disciplinar e o afastamento do juiz Antonio Carlos Almeida Campelo, da 4ª Vara do Pará. O magistrado liberou parte da carga de madeira apreendida pela PF na Operação Handroanthus. A ação da PF foi o pivô do inquérito que investiga o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles.

O magistrado liberou parte da carga de madeira apreendida, em dezembro do ano passado, durante ação da Polícia Federal contra extração ilegal. Na ocasião, foram apreendidos mais de 131 mil m³ de madeira em tora, interceptadas em balsas na divisa entre Pará e Amazonas.

De acordo com relatório da corregedora nacional de Justiça, ministra Maria Thereza de Assis Moura, o juiz teria proferido decisões incomuns, durante as férias ou em ausências de magistrados de outras varas, em ações penais que não são de sua competência.

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“Os casos devem ser investigados por caracterizar, em tese, violação dos deveres da imparcialidade, serenidade, exatidão, prudência e cautela. As decisões são incomuns e os fatos gravíssimos”, disse.

Para Maria Thereza, é necessário investigar “o conjunto dos fatos extraído das circunstâncias em que proferidas, durante o gozo de férias, ou em processos em que atuava excepcionalmente, durante férias ou mesmo curta ausência de outro magistrado, acrescido da magnitude dos casos, e ainda atrelado à informação de possível relação indevida com advogados”.

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