Família de Eliza Samudio reage a teorias sobre passaporte: “Delírio”

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Eliza Samudio

Maria do Carmo Santos, madrinha do filho de Eliza Samudio (foto em destaque), contou, em entrevista à coluna Mirelle Pinheiro, do portal Metrópoles, que a família não entrou no “delírio coletivo” das pessoas que passaram a criar teorias após o anúncio de que um passaporte antigo da atriz e modelo foi encontrado em Portugal.

O encontro do documento veio à tona nessa segunda-feira (5/1). A família soube do fato por meio da mídia e afirma ter se sentido desrespeitada com a forma como o fato foi noticiado.

“Se o passaporte apontasse uma entrada da Eliza em 2011, opa, mas de 2007? Nós não entramos no delírio coletivo; ela voltou ao Brasil, nós não temos dúvidas. Quando você perde o passaporte, você vai no consulado e informa. Ela conseguiu uma autorização para voltar ao Brasil”, disse.

De acordo com a familiar, a mãe de Eliza está sem comer desde a segunda-feira (5/1). “Queremos o passaporte de volta porque o que restou foi lembranças dela, mas nós não temos nenhuma dúvida de que Eliza está morta, é óbvio”, disse.

Cobrança por respostas

Além de exigir que o documento seja entregue à família de Eliza, Maria do Carmo elencou questionamentos provocados nos familiares após o encontro do documento.

“Há muitos questionamentos: Por que aquele passaporte estava ali? Por que a pessoa que teve acesso ao passaporte não entregou antes? Se ela guardou, se era um souvenir… tem muitas respostas ainda que nós queremos”, declarou.

Maria do Carmo considera misteriosa a forma como o documento reapareceu após quase duas décadas perdido. “O estranho é que esse documento, que estaria perdido há 17, quase 18 anos, está novinho. Não me parece um passaporte que caiu da bolsa, rolou, andou e de repente foi parar na mão de alguém. Parece um passaporte que foi lacrado”, disse.

Posicionamento do governo

De acordo com fontes do Itamaraty, Eliza conseguiu sair de Portugal sem o documento, em 2 de novembro de 2007, por meio de uma Autorização de Retorno ao Brasil (ARB), que é emitida por consulados brasileiros no exterior.

Na terça (6/1), o Itamaraty informou que o consulado foi instruído a enviar o passaporte de Eliza Samudio, já expirado e cancelado, para a sede do Itamaraty, em Brasília. “Após a chegada, o documento ficará à disposição da família , caso tenha interesse em receber o documento de viagem,” informou o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A morte de Eliza

Eliza Samudio foi assassinada em 2010, no Brasil, em um crime que chocou o país, tendo sido, inclusive, repercutido internacionalmente. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado por homicídio e outros crimes relacionados ao caso. O corpo da vítima nunca foi encontrado.

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