Caso Master: o que disseram os depoentes e o que afirma a investigação

0
image (13)

Daniel Vorcaro. Foto: Reprodução

Por Camila Bomfim, do g1

Os vídeos dos depoimentos do caso Master trazem uma avalanche de informações, com a temperatura emocional que só imagens podem demonstrar.

Mas as gravações também revelam mais: os pontos apresentados pelos investigados que não batem com o material da investigação e nem com manifestações do Banco Central.

São pelo menos três pontos cruciais:

  • Prejuízo ao BRB

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, disse que não gerou prejuízo ao Banco de Brasília (BRB).

Já o diretor do Banco Central Ailton de Aquino (que não é investigado) afirmou que houve prejuízo ao BRB, no montante de R$ 5 bilhões.

  • Créditos podres

Daniel Vorcaro negou que tenha vendido carteiras falsas ao Banco de Brasília.

A investigação, porém, mostra que ele sequer pagou a Tirreno, a origem dos créditos, para posteriormente vendê-los ao BRB.

  • O BRB não sabia das carteiras podres?

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, disse que não sabia das carteiras podres.

Já o BC, conforme o depoimento de Ailton de Aquino, sustentou que a governança do BRB deveria ter identificado a existência ou não dos créditos.

Pontos centrais para a investigação

Esses pontos são centrais para descobrir a participação ou não nas fraudes. E qual o tamanho dessa atuação criminosa, pela individualização de condutas.

Investigadores entendem que as defesas do Master e do BRB , legitimamente, estão construindo suas estratégias.

E que elas apontam para a tentativa de enquadrá-los em uma situação criminal menos pesada, ou seja, o crime de gestão temerária. Esse crime tem pena de 2 a 8 anos.

A ideia, para os investigadores, é evitar o enquadramento na prática de gestão fraudulenta, que é mais grave: com pena de 3 a 12 anos de prisão. Além disso, isso limitaria a volta dos investigados para o mercado bancário.

About Author

Compartilhar

Deixe um comentário...