Trump: ‘Queremos acabar com o Irã primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo’
Donald Trump — Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
por g1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na quinta-feira (5) que uma ofensiva em Cuba é “questão de tempo”.
A declaração foi dada pelo republicano durante um discurso feito em uma cerimônia para receber o time de futebol Inter Miami, campeão da Major League Soccer.
Trump afirmou que a ilha, que enfrenta graves problemas de desabastecimento desde que um bloqueio foi imposto por Washington, deseja muito fechar um acordo, mas não se mostrou disposto a grandes negociações.
“Queremos acabar com o Irã primeiro, mas Cuba é uma questão de tempo”, declarou.
Há uma semana, o presidente americano sugeriu uma “tomada de controle amigável” de Cuba.
Há dez dias, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, disse que Cuba precisava de uma “mudança radical”, pouco depois de os Estados Unidos, por “razões humanitárias”, flexibilizarem suas restrições às exportações de petróleo para a ilha, que atravessa uma grave crise econômica.
Na quinta-feira, após 16 horas de apagão em dois terços do país, o governo cubano anunciou que restabeleceu sua rede elétrica nacional.
Trump fala em intervir no governo iraniano
Mais cedo, em entrevista ao site americano Axios, Trump afirmou que “precisa se envolver pessoalmente na escolha do próximo líder supremo do Irã”.
Segundo Trump, Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, é o sucessor mais provável, mas afirmou que considera o resultado inaceitável.
O republicano declarou que se recusa a aceitar um novo líder iraniano que dê continuidade às políticas de Khamenei, as quais, segundo ele, forçariam os EUA a voltar à guerra “em cinco anos”.
“O filho de Khamenei é inaceitável para mim. Queremos alguém que traga harmonia e paz ao Irã. Eles estão perdendo tempo. O filho de Khamenei é um peso morto. Eu preciso estar envolvido na nomeação, como fiz com Delcy [Rodriguez] na Venezuela”, disse Trump.
Depois, em conversa com a agência de notícias Reuters, Trump confirmou as declarações dadas ao Axios, mas ponderou sobre o filho de Khamenei. Afirmou que ainda era muito cedo no processo de escolha de um novo líder e que Mojtaba era uma escolha improvável.
“Queremos participar do processo de escolha da pessoa que irá liderar o Irã no futuro. Não precisamos voltar a cada cinco anos e fazer isso de novo e de novo… Alguém que seja ótimo para o povo, ótimo para o país”, declarou.
O presidente americano, que chegou a falar sobre um prazo de 4 a 5 semanas de guerra no Irã também falou que a operação no país está à frente do cronograma, mas que não há uma previsão fechada. Garantiu ainda que o Estreito de Ormuz seguirá aberto, contrariando declarações da Guarda Revolucionária iraniana, que ameaça incendiar qualquer embarcação que passar pelo local.
Um dia antes, durante uma coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, já havia revelado que relatos recebidos pelos EUA indicavam que nome do filho do ex-líder supremo era apontado como o principal candidato ao cargo.
Ainda de acordo com Leavitt, neste momento, o presidente e seus assessores estão discutindo qual papel Washington poderia desempenhar no Irã após a campanha militar no país.
