Boi, bíblia e bala: setores que deram sustentação ao governo Bolsonaro  resistem à candidatura de Flávio ao Planalto

O agronegócio está resistindo a aderir à potencial candidatura à Presidência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A expectativa do setor ainda é por um nome “mais moderado” da centro-direita, mesmo após nova rodada de pesquisas eleitorais em que Flávio aparece consolidado. A percepção é compartilhada tanto por parlamentares ligados ao setor produtivo quanto por representantes e lideranças do agronegócio, do campo à agroindústria e aos grandes exportadores.

O Estadão/Broadcast conversou com nove parlamentares ligados ao setor e oito representantes de entidades do agronegócio, mas nenhum quis falar sem ser sob condição de anonimato.

O setor, que foi um dos principais segmentos econômicos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, agora mostra cautela em entrar “de cabeça” na campanha do filho Flávio. Na eleição de 2022, Bolsonaro superou Lula em 77 dos 100 municípios mais ricos do agronegócio, além de obter manifestação declarada de uma série de entidades e empresários do agronegócio, que lideraram as doações de campanha do ex-presidente. No pleito deste ano, o setor pode ser novamente o fiel da balança entre uma candidatura de direita e a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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