Vereadora de Bayeux é alvo de operação que investiga esquema de ‘rachadinha’

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Rosilene Sarinho (PSB), vereadora de Bayeux, na Paraíba — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Uma vereadora da cidade de Bayeux, na Grande João Pessoa, foi alvo de um mandado de busca e apreensão, em uma operação da Polícia Civil, deflagrada na manhã da terça-feira (28). A operação investiga um esquema de “rachadinha” e desvio de dinheiro público.

Em nota, a vereadora disse que os “fatos mencionados não possuem qualquer relação com o mandato parlamentar, nem com a atuação da vereadora na Câmara Municipal, tratando-se de situações externas à sua competência e sem qualquer participação da mesma”. Ela disse também que “A suspensão de um mandato eleito pelo povo é medida extrema, que impacta diretamente a representatividade popular” e que “todas as medidas legais já estão sendo adotadas para o restabelecimento do mandato”.

Em nota, a Câmara Municipal de Bayeux se pronunciou sobre o ocorrido, afirmando que “acompanha o caso com atenção” e “reitera absoluto respeito ao trabalho das autoridades responsáveis”, além de se colocar à disposição para colaborar com “todas as informações que se fizerem necessáriasao pleno esclarecimentos dos fatos”.

Na manhã da terça-feira (28), equipes da polícia cumpriram mandados de busca e apreensão no apartamento da vereadora, localizado no bairro Pedro Gondim, em João Pessoa, e também em seu gabinete na Câmara Municipal de Bayeux. Além da parlamentar, seu filho e um assessor também são alvos da investigação.

Prédio onde mora vereadora alvo de operação da Polícia Civil — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco
Prédio onde mora vereadora alvo de operação da Polícia Civil — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

De acordo com a delegada Viviane Magalhães, Rosilene Sarinho foi afastada do cargo por tempo indeterminado, para a continuidade das investigações. A delegada explicou que a suspeita é de que o esquema consistia em contratar pessoas para cargos de confiança, desde que elas devolvessem parte do salário.

“Os indícios levam a crer que, na época em que ela estava do lado da prefeitura, tinha alguns cargos de confiança e, para ver a condição para que essas pessoas fossem contratadas, era que repassassem uma porcentagem dos salários, aquilo que a gente chama de rachadinha”, disse à TV Cabo Branco.

Segundo informações apuradas pela TV Cabo Branco, no momento em que os policiais chegaram ao seu apartamento, a vereadora teria jogado um celular pela janela, em uma aparente tentativa de se livrar de provas. O aparelho, no entanto, foi percebido e recuperado pelos agentes.

A operação é comandada pelos delegados Viviane Magalhães e Rodolfo Santa Cruz e visa apurar o desvio de recursos públicos por meio do esquema de “rachadinha” no gabinete da parlamentar.

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