Idoso de 89 anos é preso em Atenas após ataques a tiros

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Pessoas se reúnem do lado de fora de tribunal em Atenas, após tiroteio de homem de 89 anos que deixou feridos - Sotiris Dimitropoulos/Via Reuters

por Folha de S.Paulo

A polícia prendeu um homem de 89 anos suspeito de ferir cinco pessoas em dois ataques a tiros separados em Atenas, na terça-feira (28), informou o Ministério da Proteção ao Cidadão da Grécia.

De acordo com a imprensa local, o homem entrou em uma agência do EFKA, órgão de Previdência Social da Grécia, com uma espingarda debaixo de seu casaco, disparando e ferindo um funcionário na perna.

O atirador, então, viajou de táxi até um prédio de um tribunal, onde disparou vários outros tiros, ferindo levemente quatro funcionárias, sendo elas autoridades judiciais e integrantes do sindicato dos servidores do Judiciário, segundo a polícia.

O atirador deixou a espingarda no local, junto com cartas endereçadas a jornais, e fugiu a pé, informou a imprensa local. Nas cartas, o idoso afirma que foi tratado “como um cão” pela EFKA e que, portanto, “os morderia como um cão”.

O homem foi preso horas depois dos ataques em um hotel na cidade portuária de Pátras, a cerca de 200 km de Atenas. Segundo testemunhas, o idoso não apresentou resistência aos policiais e sorria, dizendo que eles iriam vê-lo no “noticiário desta noite”.

Durante a prisão, um revólver calibre .38 também foi encontrado. A imprensa grega identificou o suspeito como um coletor de lixo da região de Atenas, que já foi internado em uma clínica psiquiátrica, em 2018, após ameaçar uma promotora de Justiça.

A polícia não comentou sobre uma possível motivação, mas de acordo com informações da emissora estatal grega ERT, o homem ia constantemente à agência da EFKA por enfrentar problemas com atrasos em sua aposentadoria, e conhecia os funcionários do local.

Quando entrevistada pela emissora, a sobrinha do homem afirmou que seu tio estava obcecado pela situação, expressando ameaças e dizendo que “iria matá-los”.

Todas as pessoas feridas nos ataques estão sendo tratadas em hospitais e se encontram estáveis, sem risco de morte.

O caso lembra o de Luigi Mangione, acusado de assassinar o CEO da empresa de planos de saúde United Healthcare, em 2024.

Com Reuters

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