Médico veterinário da Empaer explica caso de bezerro nascido com duas cabeças no Sertão da Paraíba
Médico veterinário da Empaer explica caso de bezerro nascido com duas cabeças no Sertão da Paraíba
O nascimento de um bezerro com duas cabeças registrado na manhã da última quarta-feira (10), no Sertão da Paraíba, chamou a atenção de moradores e repercutiu nas redes sociais. Para explicar o caso, o médico veterinário Marconi Palmeira Filho, da Empaer Paraíba, comentou ao Patos Online os aspectos técnicos da condição.
Segundo o especialista, a anomalia é conhecida como discefalia, uma má-formação embrionária que ocorre durante o desenvolvimento do feto.
De acordo com Marconi, o problema está relacionado a uma interrupção no processo de separação celular durante a formação de gêmeos univitelinos, fazendo com que as células não se dividam completamente. Como resultado, o animal pode nascer com um único corpo e duas cabeças.
O veterinário explicou que a malformação pode se apresentar de forma completa ou incompleta. Nos casos completos, o animal possui duas cabeças e dois pescoços. Já nos casos incompletos, as alterações podem atingir apenas estruturas craniofaciais, como focinhos, bocas e olhos.
Sobre as chances de sobrevivência, Marconi destacou que tudo depende do comprometimento dos órgãos vitais. Segundo ele, dificuldades respiratórias, problemas de alimentação e limitações motoras estão entre as complicações mais comuns observadas nesses animais.
O especialista ressaltou ainda que a literatura veterinária aponta que, na maioria dos casos, animais com essa condição sobrevivem apenas por algumas horas ou dias após o nascimento. No entanto, existem registros raros de sobrevivência por períodos mais longos, quando recebem acompanhamento e cuidados intensivos.
“São casos extremamente incomuns. A sobrevivência vai depender das estruturas afetadas e da capacidade do animal de realizar funções básicas, como respirar, alimentar-se e locomover-se”, explicou o veterinário.
OUÇA A EXPLICAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO MARCONI PALMEIRA FILHO:
O caso despertou curiosidade entre produtores rurais e moradores da região, por se tratar de uma ocorrência considerada rara na medicina veterinária.
Por Patos Online
