Empresas de energia estimam que jabutis podem adicionar R$ 60 bilhões por ano à conta de luz

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Empresas de energia ouvidas pela coluna estimam que o pacote de jabutis aprovado pela CI (Comissão de Infraestrutura) do Senado na última quarta-feira (15) pode acrescentar R$ 60 bilhões por ano às tarifas de energia elétrica. Levados em consideração os prazos de contratação previstos nas medidas aprovadas, ao longo de 30 anos o valor poderia chegar a R$ 2 trilhões.

Cinco homens sentados e em pé no plenário do Senado, alguns conversando entre si. No primeiro plano, pessoas em movimento com foco desfocado. Ambiente formal com painéis eletrônicos ao fundo.
Discussão no Senado Federal sobre medida provisória do governo – Carlos Moura-26.mai.26/Agência Senado

O senador Hermes Klann (PL-SC) apresentou proposta de substitutivo para alterar o texto original do PL 5.017/2019. Entre as mudanças e que as companhias consideram subsídios não esperados está a inclusão de contratação obrigatória de 2,5 GW de termelétricas a gás com inflexibilidade mínima de 70%, além de 4,9 GW de pequenas centrais hidrelétricas de até 50 MW.

Foi incluído também dispositivo para a realização de leilões pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para contratação de geração termelétrica na região Norte com uso de gás natural de origem amazônica. O texto prevê a abertura de um novo leilão de passivos judiciais relacionados ao risco hidrológico.

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Para as empresas, a votação de quarta-feira (15) ocorreu sem debate sobre o conteúdo apresentado por Klann. A sessão durou menos de oito minutos, foi interrompida por falta de energia e o tema não constava na pauta. Quando a luz voltou, o plenário estava com quórum reduzido.

A queixa é que a CI teria transformado a proposta, que deveria ter alcance específico, em distribuição de benefícios setoriais sem relação direta com o projeto original, ampliando os encargos.

Segundo elas, foi aprovada na prática a transferência de custos para consumidores residenciais, comerciais e industriais, criando subsídios por meio da conta de luz.

Klann argumenta que o substitutivo considera a relevância estratégica da matéria para a infraestrutura energética nacional, a expansão da geração na Região Norte, o uso do potencial hidrelétrico de usinas de menor porte, a segurança energética e compromissos associados à desestatização da Eletrobras.

O projeto segue agora para as próximas etapas de tramitação no Senado, sem data definida para votação em plenário.

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