Caso Berenice: Polícia confirma dois disparos na caminhonete da patroa e aponta rescisão trabalhista como principal linha de motivação

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A Polícia Civil confirmou no sábado (18) que a caminhonete da empresária Eliane Alves dos Santos, presa temporariamente por suspeita de matar a cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, tinha ao menos dois disparos de arma de fogo.

Berenice Ramos de Aguiar — Foto: Reprodução
Berenice Ramos de Aguiar — Foto: Reprodução

O corpo de Berenice foi encontrado na noite da sexta-feira (17) em uma área de mata em Angra dos Reis, no RJ. No sábado, a polícia confirmou a identidade da vítima.

A informação é do delegado Tadeu Ricardo de Castro, de São Sebastião, um dos responsáveis pelas investigações. Segundo ele, a perícia constatou que os disparos partiram de dentro para fora do veículo, o que contraria a hipótese de um tiro acidental.

“A caminhonete tinha dois disparos de dentro para fora. Então, pelo menos dois disparos ocorreram dentro do carro, com muito sangue. Se os tiros não transfixaram o corpo, eles ficaram no corpo da dona Berenice ou foram descartados depois”, afirmou o delegado.

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De acordo com ele, embora os laudos oficiais ainda não tenham sido concluídos, a Polícia Civil já foi informada pelo Instituto de Criminalística de que o material encontrado na caminhonete é sangue humano.

Além dos vestígios de sangue, a investigação reúne outros elementos, como imagens de radares, câmeras de monitoramento e o corpo encontrado na sexta-feira (17) em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ).

Motivação

O delegado afirmou que a principal linha de investigação para a motivação do crime é uma divergência entre Berenice e a patroa sobre a rescisão do contrato de trabalho.

Segundo a investigação, a cozinheira pretendia fazer uma rescisão amigável e receber cerca de R$ 4 mil. Já a empresária teria afirmado que pagou aproximadamente R$ 900 em dinheiro, sem apresentar comprovante do pagamento.

“Essa é a primeira linha de motivação que a gente trabalha. Não descartamos outras possibilidades, mas essa foi a primeira hipótese que surgiu durante a investigação”, disse o delegado.

A Polícia Civil informou que também apura outras possíveis motivações e não descarta novas linhas de investigação.

Corpo de Bombeiros chega à local onde corpo foi encontado durantes buscas a cozinheira. — Foto: Polícia Civil/Arquivo pessoal
Corpo de Bombeiros chega à local onde corpo foi encontrado durantes buscas a cozinheira. — Foto: Polícia Civil/Arquivo pessoal

Investigação continua

Segundo o delegado, a investigação ainda não foi concluída e a polícia trabalha com a hipótese de que pelo menos mais uma pessoa tenha participado da ocultação do corpo de Berenice.

A empresária deverá prestar um novo depoimento nos próximos dias, antes da conclusão desta fase do inquérito.

Relembre o caso

Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o restaurante onde trabalhava, em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo. Na sexta-feira (17), o corpo da cozinheira foi encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis (RJ).

A Polícia Civil informou que o filho fez o reconhecimento inicial da vítima por uma tatuagem, enquanto o Instituto Médico Legal (IML) realiza os exames para a identificação oficial do corpo.

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