Na sequência, entretanto, Daniella ponderou que as diferenças biológicas entre homens e mulheres também devem ser consideradas. A ex-presidente da Caixa afirmou ainda que a esquerda difundiu a ideia de que a “mulher forte” precisa competir com o homem.
“Isso não é verdade. Eu sou mãe, sou esposa, você conhece minha família, meu marido e cada família tem liberdade de fazer a sua configuração. Se os dois querem trabalhar, os dois ajudam em casa […]. O Flávio e a Fernanda são parceiros, você [Eduardo] e a Heloísa são parceiros e cada família tem que ter liberdade para fazer o seu arranjo. Então, eles criam essa narrativa que nos aprisiona”, declarou.
Cotada para ser vice de Flávio
As declarações de Daniella ocorrem em meio às articulações para a formação da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL). Filiada ao Republicanos, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal é apontada por aliados como a principal cotada para ocupar a vaga de vice-presidente.
A definição, no entanto, ainda depende de negociações entre PL e Republicanos. Como mostrou o Metrópoles, divergências sobre o apoio do PL aos pré-candidatos do Republicanos aos governos de Roraima e Mato Grosso têm dificultado o anúncio da economista como vice na chapa.
Flávio já declarou publicamente que prefere ter uma mulher como companheira de chapa e apresentou Daniella como uma das responsáveis pela elaboração das propostas voltadas ao eleitorado feminino.
A expectativa é que a composição seja oficializada durante a convenção nacional do PL, marcada para o próximo sábado (25/7), em São Paulo.