Deborah Secco revela agressões em relacionamentos: ‘Fui trancada para não comer’

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por Folhapress

A imagem mostra uma mulher com cabelo liso e castanho, usando uma blusa sem mangas de cor clara. Ela está em um ambiente interno, com escadas ao fundo. A mulher tem uma expressão séria e está olhando diretamente para a câmera. Ela usa um brinco elegante e um fone de ouvido.

Deborah Secco, 46, revelou ter vivido relacionamentos tóxicos e abusivos nos quais sofreu agressões físicas e verbais. Em entrevista ao videocast Conversa vai, conversa vem, do jornal O Globo, a atriz contou que chegou a ser trancada em um quarto por um ex-namorado para ser impedida de comer.

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“Já fui trancada para não poder comer. [Ele disse] ‘Não vai comer isso senão vai ficar gorda'”, relatou. Deborah afirmou que, na época, enxergava o relacionamento de outra maneira e acreditava que precisava se submeter àquelas situações. “Achava que era tão ruim que precisava daquilo, que seria minha salvação”, disse.

A atriz também contou que foi traída, machucada e enganada em relacionamentos anteriores.

Segundo ela, havia um padrão de dependência e manipulação que fazia com que aceitasse situações que hoje considera inaceitáveis. “Relacionamentos tóxicos, abusivos, aquela coisa de aprisionamento, de a pessoa te manipular a ponto de se sentir dependente dela. Coisas muito graves, agressões físicas, verbais”, afirmou.

Ao refletir sobre as próprias escolhas, Deborah relacionou a repetição desses padrões à ausência do pai durante sua infância. “Passei anos da minha vida em busca desse pai que me escolhesse e escolhia ‘pais’ que não me escolhiam”, afirmou.

A atriz também falou sobre a relação da filha, Maria Flor, com o pai, Hugo Moura, de quem se separou em 2024. Para Deborah, acompanhar a presença e o cuidado do ex-marido com a menina tem um efeito de cura sobre uma ferida da própria infância. “A paternidade do Hugo me cura, porque tive um pai que não esteve comigo”, declarou.

No bate-papo, a atriz da Globo disse que deseja que Maria Flor cresça com referências diferentes das que teve. “É bom saber que minha filha vai crescer sabendo o tipo de pessoa que tem que escolher: quem brigue por ela, quem escolha por ela, quem a ame enlouquecidamente, gaste tempo e atenção com ela.”

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