Quem é Mario Frias, ator de ‘Malhação’ que virou deputado e é alvo de operação da PF sobre filme de Bolsonaro

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Por Redação g1

Mario Frias, secretário especial de Cultura do governo federal — Foto: Roberto Castro/ Mtur
Mario Frias, secretário especial de Cultura do governo federal — Foto: Roberto Castro/ Mtur

Ator e deputado federal pelo PL de São Paulo, Mario Frias é um dos alvos da operação Make Updeflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

A ação investiga o suposto uso irregular de emendas parlamentares e de recursos públicos que teriam sido destinados a entidades e empresas ligadas à produtora do filme Dark Horse.

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Frias atua como roteirista e produtor-executivo da produção, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O deputado também é alvo de outra investigação no STF, sob relatoria do ministro André Mendonça, que apura repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o caminho desses recursos.

Mario Frias: da carreira artística à entrada na política

Mario Luís Frias nasceu no Rio de Janeiro, em 9 de outubro de 1971. Aos 54 anos, tem uma trajetória que começou na televisão e, posteriormente, passou pela política.

Frias despontou como galã no fim dos anos 1990, na TV Globo. Um dos papéis que marcaram sua trajetória foi em “Malhação”. Frias participou da novela em diferentes períodos e, em 1999, protagonizou a sexta temporada da produção, na qual fazia par romântico com a atriz Priscila Fantin.

Depois, atuou em outras produções da televisão, como “As Filhas da Mãe”, “O Beijo do Vampiro” e “Senhora do Destino”, na Globo, além de trabalhos em emissoras como Record e Band. Também apresentou programas de televisão, entre eles “O Último Passageiro”, na RedeTV!.

A transição para a política ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro. Em junho de 2020, Frias assumiu a Secretaria Especial da Cultura, cargo que ocupou até 2022.

No período, passou a se aproximar ainda mais do grupo político ligado ao ex-presidente. Nas redes sociais, se apresenta como defensor de Bolsonaro e compartilha publicações de políticos aliados.

Em 2022, deixou a carreira artística e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Foi eleito deputado federal por São Paulo pelo PL, com 122.564 votos, e assumiu o mandato em 2023.

Atuação em ‘Dark Horse’ e relação com Vorcaro

Como deputado, Frias também retomou a atuação no audiovisual. Ele é roteirista e produtor-executivo de “Dark Horse”, filme sobre a vida de Jair Bolsonaro, protagonizado pelo ator norte-americano Jim Caviezel.

A produção passou a ser alvo de questionamentos sobre seu financiamento após a divulgação de mensagens e áudios entre Frias e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Em uma das mensagens, Frias agradece a Vorcaro pelo apoio ao filme. Segundo apurações, Vorcaro teria repassado cerca de R$ 61 milhões ao projeto.

As revelações ocorreram depois de o deputado afirmar que a produção não havia recebido “um único centavo” do banqueiro, mas posteriormente recuou da declaração e disse que Vorcaro e o Banco Master não eram investidores diretos do projeto, mas que havia uma relação jurídica com a empresa Entre Investimentos.

O deputado Mário Frias, o senador Flávio  Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme 'Dark Horse' (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro. — Foto: Reprodução/Redes Sociais
O deputado Mário Frias, o senador Flávio Bolsonaro e o ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente Jair Bolsonaro no filme ‘Dark Horse’ (O Azarão), sobre a vida do ex-presidente brasileiro. — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Alvo de operação Make Up

Mario Frias é um dos alvos da operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira.

Segundo a PF, ele é apontado como integrante de um núcleo político investigado por suposto desvio de recursos de emendas parlamentares. A investigação apura o direcionamento de R$ 2 milhões em emendas de sua autoria ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), além de possíveis contratações fraudulentas e retrodatação de documentos.

A PF também investiga um suposto circuito financeiro entre Frias, entidades, empresas contratadas e a produtora de “Dark Horse”, com movimentação de R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025.

São investigados crimes como peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Ao todo, são cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Não há mandados de prisão.

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