Campanha de Lula mostra descrédito da imprensa diante das mentiras de Flávio Bolsonaro
Há no ar uma pergunta simples para o eleitor brasileiro: se Flávio Bolsonaro não conseguiu dizer a verdade sobre a sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, por que o Brasil deveria confiar nele para governar o país?
A série de mentiras de Flávio Bolsonaro, o candidato da extrema direita à Presidência, foi tema de comentários dos principais jornalistas do país. A propaganda eleitoral do presidente Lula destacou trechos da cobertura jornalística que confrontam o que Flávio Bolsonaro chegou a dizer publicamente com fatos revelados posteriormente sobre sua relação com Daniel Vorcaro.
Por diversas vezes o senador candidato mudou a versão para tentar se livrar das suspeitas de uma relação de bastante proximidade com o dono do Banco Master.
Em março, Flávio chegou a afirmar que nunca havia tido contato com Daniel Vorcaro. Em 13 de maio, poucas horas antes da divulgação da troca de mensagens entre os dois pelo site Intercept Brasil, o senador voltou a negar a história envolvendo o financiamento de Dark Horse, a cinebiografia de Jair Bolsonaro.
“É mentira, de onde você tirou isso?”, respondeu ao ser questionado sobre a participação de Vorcaro no projeto do filme.
Com a revelação dos áudios de Flávio Bolsonaro para Vorcaro, a negativa já não se sustentava. Flávio foi obrigado a reconhecer que havia procurado recursos para o filme e admitiu a existência de um acordo com o banqueiro. Segundo as informações divulgadas, Vorcaro teria prometido R$ 134 milhões para a produção, com dezenas de milhões de reais já repassados.
Era apenas mais uma mudança de versão dentre tantas outras informações verdadeiras que foram surgindo na imprensa.
Flávio é investigado no STF
Flávio Bolsonaro é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura suspeitas relacionadas ao financiamento de Dark Horse. A polícia federal pediu a abertura da investigação para apurar a possível prática de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.
O inquérito foi aberto com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). A investigação envolve o repasse de cerca de R$ 61 milhões atribuído a Daniel Vorcaro para custear a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.
Também está sob apuração a origem e o caminho percorrido pelo dinheiro destinado ao projeto. Em outra frente, a polícia federal investiga possível utilização irregular de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares envolvendo entidades relacionadas à produtora do filme.
A afirmação repetida por Flávio Bolsonaro de que o financiamento envolvia apenas dinheiro privado, portanto, também passou a ser confrontada pelas próprias investigações.
por Rede PT de Comunicação


