Homem condenado por atear fogo em pessoa em situação de rua é preso anos após crime, no Sertão da PB
Por g1 PB

Um homem de 55 anos, que não teve o nome divulgado, condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio de um homem em situação de rua em Itaporanga, no Sertão da Paraíba, foi preso nesta sexta-feira (25). A Polícia Civil cumpriu o mandado de prisão definitiva no município de Pedra Branca, também no Sertão.
Para cumprir o mandado, policiais do Grupo Tático Especial de Itaporanga realizaram diligências e identificaram que o condenado estava no Sítio Várzea de Dentro, na zona rural de Pedra Branca.
A equipe foi até o local e efetuou a prisão. Segundo a Polícia Civil, o homem será apresentado à audiência de custódia e, posteriormente, encaminhado para a Cadeia Pública de Itaporanga.
A condenação é referente a um crime ocorrido em 4 de dezembro de 2019, nas proximidades do Terminal Rodoviário de Itaporanga. Segundo a Polícia Civil, a vítima estava dormindo quando o condenado ateou fogo em materiais que atingiram seu corpo.
Entenda o caso
A vítima, Fábio Pedro da Silva, estava em situação de rua quando foi atacada em Itaporanga, segundo as informações da Polícia Civil. O crime aconteceu em 4 de dezembro de 2019, nas proximidades do Terminal Rodoviário da cidade.
De acordo com a investigação, Fábio estava dormindo quando o condenado ateou fogo em materiais que atingiram o corpo dele. A vítima sofreu queimaduras e também apresentava ferimentos provocados por espancamentos.
Fábio foi levado para o Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, onde ficou internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI). Ele morreu no dia 11 de dezembro de 2019, uma semana depois de dar entrada na unidade.
Na investigação, a Polícia Civil apontou que o homicídio foi praticado com meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. O corpo de Fábio foi encaminhado ao Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Campina Grande.
O suspeito foi preso ainda no dia do crime e permaneceu à disposição da Justiça durante o andamento do processo. Com o fim das possibilidades de recurso e a expedição do mandado de prisão definitiva, ele passou a ser procurado para iniciar o cumprimento da pena.


