Lula visita hospital em Belém e defende ampliar cirurgias robóticas pelo SUS

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Lula durante evento - Ricardo Stuckert - 21.mai.26/Divulgação/PR

por Brasil 247

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou nesta segunda-feira (28) o complexo hospitalar da Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, em Belém, onde conheceu a nova estrutura do Hospital São João de Deus e afirmou que o SUS realizava a primeira cirurgia robótica de próstata na Amazônia.

Lula estava acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de outras autoridades. Durante a visita, o presidente disse que pretende ampliar o uso da cirurgia robótica para outros procedimentos e relacionou a incorporação de novas tecnologias à estratégia do governo de aumentar o acesso da população a tratamentos de maior complexidade.

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“Para mim, vir a Belém no dia de hoje para receber a notícia de que a gente está fazendo pelo SUS a primeira cirurgia robótica de próstata é como se fosse um milagre”, afirmou.

Ao comentar o procedimento, Lula disse que o uso de robôs permite maior precisão durante a cirurgia e pode reduzir o tempo de internação. O presidente também relacionou a tecnologia ao tratamento do câncer de próstata e às preocupações de pacientes com possíveis efeitos da operação.

“O robô é muito mais preciso do que a mão do ser humano no manuseio de uma cirurgia. Ele não corta um milésimo além daquilo que tem que cortar. Ele não fere onde não tem que ferir”, declarou.

A prostatectomia radical assistida por robô foi incluída formalmente na tabela de procedimentos do SUS por portaria do Ministério da Saúde publicada em 2026. A incorporação abriu caminho para o financiamento do procedimento na rede pública.

Lula afirmou que a experiência não deverá ficar restrita à cirurgia de próstata. “Vamos caminhar para outras cirurgias. Não é apenas essa. Vamos caminhar para outras cirurgias, porque eu sou um homem que sonha muito. E eu tenho obsessão por algumas coisas”, disse.

O presidente aproveitou o discurso para fazer uma defesa mais ampla do SUS e enumerar políticas implantadas ou ampliadas por seus governos. Citou o Samu, o Farmácia Popular, o Brasil Sorridente, a expansão de equipamentos de radioterapia e as iniciativas voltadas à redução das filas para consultas, exames e cirurgias especializadas.

Ao falar do Farmácia Popular, Lula destacou a gratuidade dos produtos oferecidos pelo programa. Segundo o Ministério da Saúde, são atualmente 41 itens de saúde gratuitos, incluindo medicamentos, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos. A pasta informou nesta segunda-feira que mais de 24,5 milhões de pessoas foram atendidas pelo programa em 2026.

Lula também concentrou parte do discurso na demora enfrentada por pacientes entre uma consulta inicial, a avaliação de um especialista e a realização de exames. Segundo ele, uma das prioridades de sua gestão é encurtar esse percurso, especialmente nos casos de câncer.

“Não acabou definitivamente. Mas hoje, no tratamento de câncer, a nossa decisão é que entre detectar o câncer e começar o tratamento seja no máximo 30 dias. Ninguém vai morrer esperando. Nós vamos salvar as pessoas quando for possível salvar as pessoas”, afirmou.

O presidente voltou a defender que o acesso à saúde pública não seja determinado pela renda. “Tem que garantir ao pobre o direito do rico. É só isso. Eu não quero tirar nada de nenhum rico. Se eu puder, eu tiro um pouquinho, faço ele pagar mais imposto para melhorar a vida dos pobres”, declarou.

Em seguida, afirmou que uma das funções do poder público é atender pessoas que, segundo ele, foram historicamente deixadas à margem dos serviços. “O que nós queremos é levar para as pessoas que foram tratadas como invisíveis neste país a vida inteira o direito de serem enxergadas. Ninguém pode morrer por falta de um médico. Ninguém pode morrer por falta de uma injeção, por falta de uma vacina.”

Lula mencionou ainda a aquisição de 3,3 mil veículos para o transporte de pacientes que precisam se deslocar para consultas, exames e tratamentos em outros municípios. De acordo com o Ministério da Saúde, foram destinados mais de R$ 1,4 bilhão à compra desses veículos em todo o país, dentro das ações do programa Agora Tem Especialistas.

Segundo o presidente, a medida busca evitar que pacientes, inclusive pessoas submetidas a hemodiálise ou tratamento contra o câncer, precisem percorrer grandes distâncias em veículos sem estrutura adequada. Lula afirmou que os novos ônibus e vans têm ar-condicionado e permitem o acompanhamento do paciente durante o deslocamento.

Outro eixo citado foi o uso de unidades móveis para levar atendimento especializado a regiões com menor oferta de serviços. O Ministério da Saúde informou em setembro que 120 carretas do Agora Tem Especialistas haviam superado a marca de 1 milhão de procedimentos no país, com atendimento a 410 mil pessoas em 4.290 municípios.

Outro eixo citado foi o uso de unidades móveis para levar atendimento especializado a regiões com menor oferta de serviços. O Ministério da Saúde informou em setembro que 120 carretas do Agora Tem Especialistas haviam superado a marca de 1 milhão de procedimentos no país, com atendimento a 410 mil pessoas em 4.290 municípios.

“A gente vai onde a pessoa está. Se o prefeito ligar ou a governadora tiver uma vila ou uma cidade que tem muita gente, chega lá a carreta. Só vai sair de lá quando atender todo mundo”, disse Lula.

O presidente também pediu maior divulgação do Brasil Sorridente e afirmou que o tratamento odontológico deve ser considerado parte essencial da assistência pública. Ele citou o uso de escaneamento e equipamentos para confecção de próteses e disse que pessoas de baixa renda devem ter acesso às mesmas tecnologias disponíveis a pacientes com maior poder aquisitivo.

Durante o discurso, Lula relatou ainda ter visto uma criança de 10 anos recebendo pelo SUS um medicamento que, segundo ele, custa R$ 5 milhões por ano. O presidente usou o episódio para defender os gastos públicos com tratamentos de alto custo. “Parece caro, mas a gente está salvando uma vida. Quanto custa uma vida de uma criança de 10 anos?”, questionou.

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