Favela do interior de SP começará a produzir a própria energia se tornando a primeira autossustentável do Brasil

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Favela Marte, em São José do Rio Preto (SP). (Foto: Victor Natureza/Divulgação)

O preço da energia está cada vez mais alto e isso afeta diretamente o orçamento das famílias, especialmente a população mais pobre. Essa situação leva muita gente começou a pensar em maneiras alternativas para o abastecimento elétrico das residências, mas normalmente esse processo não é muito acessível à maior parte da população. Exceto as famílias da favela Marte, em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo.

Com base em um projeto-piloto de instalação de um sistema fotovoltaico na periferia de São Paulo, a favela Marte será a primeira a implantar painéis solares em todas as casas, se tornando totalmente autossustentável na geração de eletricidade. Esta iniciativa está sendo realizada por meio de um projeto-piloto da Favela 3D (Digital, Digna e Desenvolvida) da ONG Gerando Falcões. A organização tem como meta a replicação desse programa em mais de 300 favelas em todo o Brasil.

O projeto

De acordo com os cálculos feitos pelo projeto Favela 3D, a utilização de placas solares vai garantir às famílias uma economia entre R$ 4 mil e R$ 6 mil por ano. A expectativa é que as obras comecem ainda neste ano e sejam completamente finalizadas até 2023.

Mas para a implementação dessas placas de energia solar é necessário que seja construídas também casas dignas para essas pessoas, por isso, também está prevista a construção de residências populares no local. A estimativa é que sejam investidos R$ 58 milhões, sendo R$ 28 milhões do governo do Estado de São Paulo, R$ 15 milhões da prefeitura de São José do Rio Preto e R$ 15 milhões arrecadados pela ONG Gerando Falcões com a iniciativa privada.

Custos

Todas as partes desse projeto têm um custo significativo, que serão financiados pelo Banco BV e o Meu Financiamento Solar. Ao todo, serão construídas 240 casas pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano). Há também diversas outras empresas apoiando a iniciativa, como a siderúrgica Gerdau e o banco Bradesco.

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