Procon-JP quer informações de empresas de telefonia sobre transferência de clientes da Oi

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Clientes da Oi vão ser transferidos para a Vivo na Paraíba — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

A Secretaria Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor de João Pessoa (Procon-JP) notificou as operadoras de telefonia Oi, Claro, Vivo e Tim para que expliquem como será o procedimento de comunicação junto ao consumidor nas questões relacionadas à transferência dos clientes da Oi, após a empresa ter sido adquirida por essas concessionárias de telefonia. As empresas têm um prazo de 5 dias para darem uma resposta ao Procon-JP.

A migração será realizada aos poucos e a concessionária de destino foi definida por região, de acordo com o DDD de cada linha. No caso da Paraíba, os clientes da OI serão transferidos para a Vivo, mas o secretário Rougger Guerra alerta que nenhum consumidor será obrigado a ficar na operadora definida, tendo o direito de escolher o destino da portabilidade.

“Não se pode negar o direito de escolha do cidadão de ter os serviços de telefonia da operadora que desejar, por isso a informação nesse momento é importante e o Procon-JP pretende acompanhar todo esse processo de migração”, destacou ele.

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Segundo determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) editada em janeiro deste ano, as operadoras deverão tomar uma série de medidas para evitar que o cliente seja prejudicado durante a transferência. Entre elas está o direito de portabilidade a qualquer momento e a proibição da migração automática de fidelização ou mesmo imposição de fidelização em um novo contrato por parte da empresa, além de uma comunicação de forma clara e detalhada sobre os procedimentos dessa migração.

O Procon-JP salienta que as empresas notificadas deverão explicar as informações que vão conter na comunicação oficial aos clientes. “As empresas terão que comunicar aos clientes informações básicas da prestação dos serviços e se os contratos, ofertas e planos anteriores serão mantidos, por exemplo. Também é importante saber se existe incompatibilidade no conjunto de serviços oferecidos pela Oi e o que a nova operadora oferece”, prossegue Rougger.

Outra explicação requerida pelo Procon-JP diz respeito à alteração nos canais de atendimento aos consumidores e, caso haja, como ocorrerá a informação dessas alterações. Outro ponto importante se refere às demandas junto a órgãos de defesa do consumidor e se elas serão respondidas pela nova operadora.

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