UBS do Baralho é interditada pela terceira vez nos últimos três anos, pelo CRM-PB, em Bayeux

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CRM constatou problemas na infraestrutura e falta de higiene em USB de Bayeux, na PB — Foto: CRM-PB/Divulgação

A Unidade Básica de Saúde (UBS) Baralho, em Bayeux, na grande João Pessoa, foi interditada eticamente pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), no sábado (19) por conta de problemas na infraestrutura e falta de higiene no local. Um relatório foi encaminhado ao gestor municipal e à Vigilância Sanitária da cidade. Esta é a terceira vez que o CRM-PB interdita a unidade nos últimos três anos.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde da cidade, as exigências pontuadas já estão sendo providenciadas e ainda essa semana a médica que atua na unidade voltará aos seus atendimentos. “Ressaltamos ainda, que a unidade permanece aberta, com demais profissionais, dentista, enfermeira, técnica de enfermagem e agentes de saúde, realizando suas atividades normalmente”, afirma.

Conforme o CRM, uma equipe já havia vistoriado a unidade no dia 8 de fevereiro, constatou os problemas de infraestrutura, insalubridade, ausência de equipamentos básicos, além de falta de segurança para profissionais e pacientes.

No dia 18, as providências para resolução das inconformidades ainda não haviam sido tomadas e o Conselho interditou eticamente a UBS, a partir da 00h do dia 19.

Conforme o relatório a UBS Baralho funciona em prédio residencial adaptado. Recentemente foi realizada pintura no prédio, mas há indícios de manutenção insuficiente, com ambientes sem iluminação, infiltração e mofo na sala de vacina, no consultório médico, na copa e nos sanitários.

Falta de higiene em praticamente toda a unidade, mobiliário com desgaste, não há registro de controle de pragas, faltam sabão líquido, papel toalha, papel lençol e álcool em gel.

Em 2019, a UBS ficou interditada por mais de um mês, entre agosto e setembro, por falta de segurança. Em maio de 2021, foram quase 30 dias de interdição novamente, por praticamente os mesmos problemas encontrados em fevereiro de 2022.

Também faltam formulários para prontuário e equipamentos nos consultórios. Os funcionários ainda relataram que não há segurança ao patrimônio e aos membros da equipe, ficando estes vulneráveis a ameaças de pacientes ou acompanhantes.

Segundo o diretor de fiscalização do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, a interdição ética é o último recurso que se adota para que a população não seja prejudicada. Segundo ele, a UBS Baralho oferece, novamente, risco de comprometimento à saúde e integridade física dos profissionais e dos pacientes.

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