RJ: quem é Giovanni Quintella, médico que estuprou grávida em cesárea

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Médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra. Foto: Reprodução / Internet

Por Daniele Dutra

Rio de Janeiro- O anestesista Giovanni Quintella, de 31 anos, preso após estuprar uma grávida durante a cesárea no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, se formou como anestesista em abril deste ano e já passou por cerca de 10 hospitais, entre públicos e privados.

Formado pela UniFOA- Centro Universitário de Volta Redonda, Giovanni tinha o sonho de ser médico anestesiologista desde criança e compartilhava sua rotina nos hospitais do Rio de Janeiro. Ele foi filmado abusando sexualmente de uma mulher grávida, no centro cirúrgico, ao lado de colegas de trabalho.

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No vídeo registrado pela equipe de enfermagem, ele colocou o pênis na boca da paciente. O crime dura cerca de 10 minutos e, ao final, o médico pega um papel para limpar a boca da vítima. Ele foi preso na madrugada desta segunda-feira (11/7).

Em um dos posts nas redes sociais, Giovanni diz: “Vocês ainda vão ouvir falar de mim. Esperem!”. Além de fotos com uniforme e colegas de trabalho, ele postava imagens de terno ou praticando atividade física. Quando não estava nos hospitais, o anestesista gostava de andar de skate pela orla da Barra da Tijuca.

Ele e a irmã, que também é médica, já chegaram a trabalhar juntos em uma cirurgia de bucomaxilofacial. “Em frente, vou ganhando meu espaço na profissão que escolhi fazer a diferença!”, diz uma outra publicação.

No início da tarde de segunda-feira (11/7), ele foi levado para o presídio de Benfica, na zona norte. Na terça-feira (12/7), será realizada a audiência de custódia.

Em nota, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a direção do Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart (HMulher), acionadas pela equipe médica da unidade, denunciaram o crime à Polícia Civil, que foi até ao local e prendeu o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra em flagrante.

A Secretaria informou que o médico não é servidor do estado: “Ele tem título de especialista em anestesiologia, CRM regular e prestava serviço há seis meses como pessoa jurídica para os hospitais estaduais da Mãe, da Mulher e Getúlio Vargas. As unidades estão em contato com a Polícia Civil para colaborar com as investigações”, informou.

Uma sindicância interna foi aberta pela direção do HMulher para tomar as medidas administrativas e o Cremerj já foi notificado. “A equipe da unidade está prestando todo apoio à vítima e à sua família”, informou o hospital.

Já o Cremerj disse que abriu procedimento cautelar para suspensão de Giovanni:

“O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) informa que recebeu as denúncias e abriu imediatamente um procedimento cautelar para suspensão imediata do médico, devido à gravidade do caso. Também foi instaurado processo ético-profissional que poderá resultar na cassação do médico”, diz a nota.

A defesa de Giovanni enviou uma nota ao portal:

“A defesa alega que ainda não obteve acesso na íntegra aos depoimentos e elementos de provas que foram produzidos durante a lavratura do auto de prisão em flagrante. A defesa informa também que após ter acesso a sua integralidade, se manifestará sobre a acusação realizada em desfavor do anestesista Giovanni Quintella”.

 

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