Amigo acredita que morte de líder comunitário tenha motivação política

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Kevyn foi morto a tiros (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Amigos do líder comunitário Kevyn Eduardo Souza, assassinado em João Pessoa, acreditam que o crime possa ter motivação política. O jovem, de 18 anos, foi encontrado morto no bairro Colinas do Sul, na quinta-feira (17/11). Ele atuava no Movimento por Moradia, Trabalho e Renda (MMTR) da Paraíba.

Eronildo de Melo, presidente do MMTR-PB, conhecia Kevyn desde pequeno. Ele acredita que o jovem tenha sido vítima de perseguição por causa da atuação nos movimentos sociais.

“Eu acho que pode ter, sim, alguma motivação política. E ele pode ter sofrido perseguição. Porque a gente que está envolvido nesses movimentos sociais, corremos riscos todos os dias”

Eronildo disse que Kevyn era “um menino bom, nota dez”.

“Agora, fiquei com os braços e as pernas quebrados.”

“Queremos justiça!”, diz mãe de líder comunitário assassinado em João Pessoa

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Marlene da Silva Souza, mãe do jovem assassinado no bairro do Colinas do Sul, em Gramame, negou que o filho tivesse envolvimento com qualquer tipo de organização criminosa. Kevyn Eduardo Souza, 18 anos, morreu após ser baleado por atiradores, sem chances de defesa, na tarde da quinta-feira (17/11).

“Ele não tinha inimigos, ele era um jovem muito querido. Fazia parte de outros movimentos sem tem terra, gostava muito e ajudar as pessoas e não era usuário de drogas”, afirmou em entrevista à repórter Pollyana Sorrentino, da TV Tambaú/SBT.

Questionada sobre o local do crime, ela afirmou que na área, o filho estava “construindo um quartinho para morar com a esposa e a filha, que está pra nascer em fevereiro”.

Nas redes sociais, Kevyn se colocava como militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Em algumas fotos ele aparece ao lado do ex-governador Ricardo Coutinho (PT) e até do ex-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

A mãe da vítima aguarda as investigações da polícia para informações sobre os assassinos do filho.

“Não sei quem foi. Não imagino quem seja. É uma dor enorme. Queremos justiça, queremos descobrir quem foi”

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