Atos no DF: Mensagens apontam que houve negligência do GSI

Invasão ao Congresso Nacional. Foto: EFE/ Andre Borges

Por Monique Mello

Mensagens obtidas pela revista Veja mostraram que houve omissão, negligência e imprudência por parte de autoridades do Palácio do Planalto, em especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no caso da invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília, no último dia 8.

A troca de mensagens ocorreu em um grupo de Whatsapp utilizado pelo GSI para se comunicar com o Comando Militar do Planalto (CMP). Na ocasião, o órgão do governo afirmou que a situação era de “absoluta normalidade” e que não era necessário reforço na segurança durante os protestos marcados para o fim de semana.

O parecer foi emitido mesmo diante de postagens de manifestantes nas redes sociais que já indicavam abertamente os planos de invadir e depredar as sedes dos Poderes.

A orientação também foi enviada após a reunião na sexta-feira do dia 6 entre integrantes da segurança do governo federal, de Brasília, além do Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF), que haviam definido a proibição de manifestantes na Esplanada dos Ministérios.

Momentos depois de declarar “normalidade”, o coronel André Garcia, coordenador de segurança do GSI, salientou que não havia necessidade de reforço, o que fez com que a proteção aos prédios públicos ficasse com seu contingente mínimo.

– Boa tarde, senhores. O SCP (referindo-se ao secretário de Segurança e Coor­dena­ção Presidencial, general Carlos Feitosa Rodrigues) agradece o apoio dos dragões no dia de hoje. Pelotão de Choque pode ser liberado da prontidão – assinalou, por volta das 14h49.

O parecer do GSI também contrariou o relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) que alertou para o eminente risco de ataque aos prédios públicos, especialmente na Esplanada.

A Polícia Federal também chegou a enviar um documento ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, sobre possíveis danos ao Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional.

Segundo a revista Veja, os militares tinham não apenas equipamentos, mas também um contingente suficiente para impedir a invasão à Praça dos Três Poderes, entretanto, não agiram a tempo por terem sido dispensados pelo GSI.

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