Áudio: “Bando de macaco”. Mulher é acusada de racismo pelo ex em Goiás

Henrique Silva Florêncio. Foto: Reprodução

Por Laura Braga

Goiânia – Após ser xingado de “macaco” pela mãe de sua filha, o operador de máquinas Henrique Silva Florêncio, de 25 anos, denunciou a mulher por racismo. Segundo o homem, a mulher se revoltou depois que ele atrasou a pensão alimentícia da criança, que tem um ano. O caso aconteceu em Anápolis, a 55 km da capital goiana.

Os áudios foram enviados por meio um aplicativo de troca de mensagens.

“É mal de negro, né? Preto, macaco, descendente de macaco são desse jeito. Tão acostumado a comer casca de banana o tempo todo e aí não tem responsabilidade com nada. Bando de macaco é o que vocês são. Mortos de fome!”, diz a mulher no áudio.

Ouça:

Henrique registrou um boletim de ocorrência contra a ex na última segunda-feira (19/9). Os áudios foram enviados no dia 16 deste mês para o sócio dele, Victor Coimbra, de 18 anos. Os dois vendem bolo de pote como forma de complementar a renda.

Segundo Henrique, a mulher teria mandado mensagem perguntando sobre o pagamento do valor da pensão e ele argumentou que ainda não estava com os valores disponíveis. “Antes do dia 10, ela mandou mensagem perguntando. Eu falei que não ‘tava’ com o dinheiro, que não tinha o dinheiro e que depositaria no dia 20. Desde então, ela se irritou e começou a me ligar, me perturbar e me ofender”, disse ele à TV Anhanguera.

Ainda de acordo com ele, as importunações da ex aconteceram também no local de trabalho, principalmente, depois de ter bloqueado a mulher no aplicativo, motivo pelo qual ela teria mandado mensagens para o sócio dele.

Racismo

De acordo com Henrique, em fevereiro deste ano, ele já havia registrado outro boletim de ocorrência contra a ex-companheira. O documento da época descreve que a mulher disse que o vendedor ia “amanhecer com a boca cheia de formiga”, e o chamou de “neguinho lixo humano”.

Momento de raiva

Também à emissora, a mulher disse que nunca teve um relacionamento com Henrique. Segundo ela, o contato dele ocorre exclusivamente por causa da criança e que as conversas seriam conturbadas.

“O que eu fiz foi erradíssimo, eu não sou uma pessoa racista, até porque eu tenho uma filha negra, eu tenho um filho negro. Foi um momento de muita raiva. Eu não sou esse monstro do áudio”, disse ela, que afirmou que no dia das mensagens, a filha estava internada com infecção intestinal e ela não teria dinheiro para o leite.

A Polícia Civil investiga o caso.

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